Em dois anos o consumidor não sentirá receio de abrir a embalagem de leite. Com a mudança de tipo (o tipo C será substituido pelo leite pasteurizado), haverá avanços também no acondicionamento. Chegará o dia em que tudo será pelo sistema UHT, a vácuo e algo mais que é oferecido pela evolução técnica da indústria de embalagem, mas que não é totalmente incorporado pela indústria do leite.
Só não se pode garantir se isto poupará o consumidor de cenas como a do indivíduo que jogou água no leite. Mas deve melhorar a manipulação e manuseio do mercado.
O leite pasteurizado tem menor carga bacteriana, diz a informação. O Ministério da Agricultura está preparando o regulamento técnico que estabelece novos padrões de qualidade e identidade do leite produzido no Brasil. A substituição do leite Tipo C pelo pasteurizado passará a vigorar inicialmente nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. -
Desta forma, o Brasil, no futuro, terá apenas dois tipos de leite: o A e o B. O regulamento técnico que está sendo estudado pelo Ministério vai estabelecer entre outras normas, o limite máximo de carga bacteriana. O limite será fixado em 1 milhão de microorganismos por mililitro de leite. Atualmente, a contagem de microorganismos no Tipo C pode variar de 6 milhões a 100 milhões por mililitro.
Nas regiões Norte e Nordeste a mudança passará a valer somente em 2004. Numa segunda etapa, segundo o Ministério, o leite pasteurizado será fundido com o Tipo B.
Para o Tipo A, o limite é de 10 mil microorganismos e para o Tipo B, 500 mil microorganismos por ml. O objetivo, segundo a assessoria de imprensa do Ministério à Agência Estado na última sexta-feira, é alterar progressivamente o limite da carga bacteriana para que em 2011 o Brasil alcance o limite fixado na Europa, que hoje é de 100 mil microorganismos por mililitro.

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