A Conab já marcou a data para a divulgação, nos próximos dias, de uma nova previsão de safra. O que se pode esperar - a julgar pelo que ocorreu em ocasiões anteriores - é o governo esbanjando ufanismo. Desfila números que estão longe de ser confirmados e que só atrapalham o mercado.
A realidade do campo é muito diferente do otimismo que o governo tenta passar através da imprensa.
Por exemplo, a denúncia feita ontem pela Faep é grave: produtores que tiveram suas lavouras de milho safrinha, trigo e café destruídas pelas geadas estão ameaçados de não receber suas indenizações do seguro agrícola porque o governo federal não depositou os R$ 108 milhões que deve ao Fundo de Estabilização do Seguro Rural.
Em ofício enviado à bancada paranaense no Congresso Nacional, o presidente da Faep, Ágide Meneguette manifesta sua apreensão quanto à situação dos agricultores que não terão recursos para voltar a plantar.
Segundo Meneguette, a companhia seguradora Cosesp, com sede em São Paulo, decidiu que enquanto não liquidar seu débito com os agricultores não vai contratar novos seguros.
A agricultura corre o risco de ficar sem seguro. Ágide fez um apelo aos congressistas argumentando que é necessário que usem de toda a influência que dispõem a fim de que a agricultura continue sob a garantia do seguro agrícola.
Cerca de R$ 80 milhões deverão ser destinados aos agricultores do Paraná pela seguradora, que está esperando o dinheiro de reposição do governo federal. O débito ao Fundo de Estabilidade do Seguro é de R$ 108 milhões, e a burocracia emperra esse trâmite, impedindo que os agricultores recebam as indenizações para planejar o plantio da safra.
A agricultura foi duplamente prejudicada: além desta situação denunciada pela Faep, ainda existem aqueles agricultores que à ultima hora ficaram na mão porque a Consesp, poucos dias antes da geada, decidiu não aceitar a proposta de seguro. Esses plantaram e ficaram à mercê do clima.

LEITURA DINÂMICA
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