Com exceção do setor financeiro, mesmo assim com distorções, a sociedade brasileria, seguramente está mais pobre no governo FHC. Agravante é que o pobre ficou mais pobre, com o aumento do desemprego. Não - ou não necessariamente, porém -, porque o rico tivesse ficado mais rico. Embora a concentração de renda seja brutal, como ninguém ignora.
O governo, que debilitou a economia da classe média, pode perfeitamente ter deixado o rico menos rico, deslocar renda para o pobre.
Estudo da Receita Federal mostra o desequilíbrio na distribuição de renda brasileira. Do total do patrimônio declarado, 15% estão nas mãos de 1% dos contribuintes. Entre os de menor renda, 43% dos contribuintes, estão os donos de 22% do patrimônio declarado.
O estudo, baseado nos dados da declaração do Imposto de Renda de 1999, também mostra a desigualdade entre homens e mulheres. A análise revela que os homens ganham mais, são a maioria em quase todas as profissões e somam 63% dos contribuintes.
Entre 26 categorias de profissão, as mulheres são maioria em só duas: professores e assemelhados (77%) e na prestação de serviços de tratamento de beleza (71%). (Agência Folha, ontem).
No ranking de profissões específicas, as mulheres são maioria nos trabalhos de assistente social, fonoaudiólogo, recepcionista, telefonista, enfermeiro, nutricionista e empregado doméstico.
Os homens, além de ser maioria na maior parte das carreiras, são mais bem-remunerados, segundo os dados do IR. Na faixa de maior renda, salários acima de R$ 10 mil por mês, os homens são 81% do grupo e as mulheres, 19%.
‘‘A observação principal está na medida em que aumenta a renda, diminui a frequência (número de contribuintes) e cresce a participação masculina’’, diz o estudo.

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