Nelson Menoli Sobrinho , de Grandes Rios, produtor e diretor técnico da Associação de Cafeicultores: ‘‘Logo agora, que a cafeicultura do Paraná vinha ganhando espaço e sobressaindo em relação às demais regiões; logo agora, que estamos preparados para estabilização econômica da cafeicultura e dos cafeicultores; logo agora que o Paraná chega a produtividades nunca antes alcançadas; que os nossos custos de produção vinham caindo...
Logo agora vem o Ministério da Agricultura dizer que não disponibilizará recursos do Funcafé para auxiliar a recuperação das lavouras prejudicadas pelas geadas...
Nardo B. Garrido , de Jesuíta: ‘‘Parabéns ao sr. Newton Carneiro, presidente da Associação dos Produtores de Café (carta publicada no dia 12/8), pela opinião manifestada sobre financiamento, prazo de pagamento e outros benefícios que o governo anuncia mas, no final, vai tudo para Minas Gerais.’’
O leitor imagina que as geadas deste ano foram uma catástrofe para o café. Ledo engano. O café não pode pedir favores. O café quer o que lhe é de direito. Por três décadas a cafeicultura do Paraná ajudou a sustentar a economia desse País. Precisamos de recursos com dois anos de carência, como em 1994, e que haja maior empenho das lideranças políticas para viabilizar as reivindicações já conhecidas e que não são nenhum exagero. Precisamos manter a continuidade do plano estadual de Revitalização da Cafeicultura, criado em 1993 e que tem a orientação segura do Iapar. Não é verdadeira a idéia de que a qualidade dos nossos cafés não se nivela a dos cafés de Minas Gerais. A qualidade do café paranaense se expressa em cafés como os dos Ferroni (Ribeirão Claro), levados a San Francisco, Califórnia, pela Associação Americana de Café. Somos competentes: o município de Grandes Rios tem produtividade média maior que Minas Gerais: 32 sacas beneficiadas por hectare. temos lavouras com 150 sacas/ha. Hoje no Paraná temos quase 30 associações que cuidam do fator qualidade. Grandes Rio foi pioneira. Já recebemos 21 excursões de outras regiões, o que demonstra que temos competência e que as outras regiões estão interessadas em melhorar mais e mais...’’
Manolo G. da Silva , de Querência do Norte: ‘‘O Paraná e o Ministério da Agricultura acordaram a tempo com relação à aftosa no Paraguai e em seguida na Argentina. Parabéns. Mas, sinceramente, tenho medo de duas coisas: que esta operação se limite a apreensão de alguns quilos de carne na fronteira, e que essa guarda acabe logo. Tem que ficar de olho no rebanho que está no pasto.’’
Ademir , de São José das Palmeiras: ‘‘A Folha parou de publicar a coluna mercado, por quê?’’
Resposta: Coluna volta na próxima semana.

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