Nos últimos meses o País registrou colossal desempenho nas exportações de carne bovina. Em junho foi a vez das exportações da carne suína: atingiram 11.635 toneladas, com receita cambial de US$ 15,1 milhões e preço médio de US$ 1.298/t. Já, ontem, foi a vez da Associação dos Exportadores de Frangos (Abef), aparecer com uma novidade: a exportação cresce em volume e cai em valor. As exportações de frango nos sete primeiros meses somaram 486.039 t: 21% superior ao de igual período do ano passado (401.285 t). A receita cambial do setor de janeiro a julho deste ano somou US$ 437,4 milhões FOB.
No caso dos suínos, as exportações em julho cresceram 72,8% em volume e 60,3% na receita em relação a julho/99. Trata-se de recorde absoluto nas exportações de carne suína da última década, levando o segmento a excelente expectativa de incremento de negócios internacionais, segundo a Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína. O preço médio ficou com desempenho negativo de 7,1%, principalmente pelo início de exportações de meias carcaças para o mercado russo, que provocou uma redução na média alcançada.
O boletim da Abef mostra que as exportações de cortes de frango foram responsáveis por 53% do volume embarcando, ficando os restantes 47% para os frangos inteiros. Em termos de receita cambial, a participação dos cortes de frango eleva-se para 62,5% ficando os frangos inteiros com 37,5% da receita cambial apurada no mês em análise.
Aos poucos o frango vai ganhando também a briga no mercado interno. A redução de alojamento de matrizes há dois meses pelo setor de avicultura está dando certo. Após os preços caírem para o fundo do poço (R$ 0,45 por quilo na granja em maio), subiram ontem, em SP, para R$ 1,25, contra R$ 1,20 praticados até ontem.
A carne suína também está com recuperação de preços. Ontem houve alta no Sudoeste e Curitiba (veja coluna de mercado). Também a arroba subiu 3% para R$ 27 no Estado de São Paulo. Há um ano os frigoríficos pagavam R$ 22 pela arroba da carne suína.
Portanto, no mercado interno, a chamada readequação do alojamento de matrizes
está dando resultados. O setor encolhe estrategicamente, ganha-se menos, porém consegue-se elevar os preços. Um esforço de toda a cadeia, começando dos produtores de pintinho. A evolução dos preços das carnes se deve, também. à elevação dos custos das matérias- primas utilizadas pelo setor. O produtor de milho, um dos principais componentes da ração, recebia R$ 12,30 por saca, em
média, 51% mais do que há um ano. (Fontes: Abef, Avipar, Deral, APS, AGF, AE).

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