A partir de hoje o telefone 0800 44 40 45 da Cocamar vai cadastrar grandes, médios e pequenos empresários do setor de grãos (de qualquer região do País) que desajam arrendar terras no arenito de Caiuá, Noroeste do Estado. Também podem se cadastrar os fazendeiros interessados em disponibilizar suas terras para arrendamento e posterior recuperação de pastos.
Além da receita do arrendamento - em modalidades de contratos a combinar - o proprietário recebe o pasto completamente recuperado, ao final de três ou cinco anos, conforme o acordo. Na verdade, recebe um novo pasto, implantado em bases técnicas, dentro do mesmo pacote técnológico que definiu a produção de grãos com sustentabilidade.
As pastagens do Noroeste apresentam baixa capacidade de suporte: em 88% dos municípios esta capacidade fica abaixo de 1,5 cabeca por hectare (UA/ha) sendo que mais de 42% dessas pastagens apresetam uma lotação abiaxo de 1,2 cabeças.
Para recuperar os pastos a pesquisa recomenda entrar com a produção de grãos, em plantio direto (PD) e rotação de culturas. Em três anos é possível reverter a tedência de degradação do solo, um fenômeno que ameaça a economia da região.
A diretoria da Cocamar está apostando no projeto de recuperação do Noroeste. No terceiro ano do projeto de arrendamento são dezenas de casos de sucessos, expressos na boa produção de grãos. Com tecnologia, o arenito é viável, como garantem depoimentos testemunhais tanto de arrendatários como dos próprios donos.
Mas muitos fazendeiros, apesar da baixa capacidade de desfrute do pasto, relutam em ceder aos contratos de arrendamento. Mas também não fazem por conta própria, o que aliás, é desaconselhável. Para recuperar uma pastagem, sem passar pela fase de transição da agricultura de grãos, os investimentos têm que ser maiores.
Também o Iapar - que está recomendando a tecnologia para a região - acha que os pecuaristas estão relutando. Não fosse essa resistência haveria mais terras disponíveis. Bom para todos. Pelo que se soube ontem, na Cocamar, muitos pecuaristas estão evitando sentar para ouvir as propostas. Outros pedem alto pela renda, não entendendo que depois dessa fase de transição terão mais carne por hectare.
Se o plantio de grãos no arenito não fosse um bom negócio, a Cocamar não estaria tão entusiasmada. ‘‘É um baita de um projeto’’, segundo Luiz Lourenço (veja matéria de Marcos Zanatta).
O Noroeste do Paraná - que ninguém duvide - tem 3,2 milhões de ha abragendo 107 municípios, 16% da área territorial do Estado. Cerca de 72% dessa área é formada por pastagens comportando um rebanho bovino de 3,5 milhões de cabeças, quase 40% do plantel estadual (Deral, 1977).

LEITURA DINÂMICA
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