Vilmar Berna ([email protected])A questão ambiental é uma realidade que chegou às empresas modernas. Deixou de ser um assunto de ambientalistas ‘eco-chatos’ para se converter em SGA (Sistema de Gestão Ambiental), PGA (Programa de Gestão Ambiental), ISO 14.001 e outras siglas herméticas. E não se trata de um tardio despertar de consciência ecológica dos empresários, mas uma estratégia de negócio, porque pode significar vantagens competitivas ao promover a melhoria contínua dos resultados ambientais da empresa; minimizar os impactos ambientais de suas atividades; tornar todas as operações tão ecologicamente corretas quanto possível. Com isso, a empresa ecológica estará se antecipando às auditorias ambientais públicas além de promover a redução de custos e riscos com a melhoria de processos e a racionalização de consumo de matérias-primas; diminuição do consumo de energia e água e redução de riscos de multas e responsabilização por danos ambientais.
O problema é que, segundo pesquisa da Symnetics, com empresas de faturamento entre R$ 200 milhões e R$ 500 milhões, planos ambientais acabam ficando na cabeça da alta administração, que não consegue passar o recado para os seus subordinados.
A solução é investir em programas de conscientização e sensibilização dos funcionários para as políticas da empresa, especialmente a ambiental. Neste sentido, não basta implantar uma boa Política Ambiental ou obter a ISO 14.001. É preciso, antes, estimular e sensibilizar os funcionários, prestadores de serviços e fornecedores a desejarem ‘ecologizar’ o trabalho, não por que a direção da empresa quer ou determinou, mas por que a adoção de princípios ambientais pode ser uma oportunidade para que os trabalhadores possam dar uma contribuição concreta, em seu próprio ambiente de trabalho, para a melhoria das condições do Planeta.
Antônio C. V. Báccaro Poucos dias depois de geada, um ministro preocupado esteve aqui em Maringá e arrancou aplausos dos agricultores ao dizer que o governo estava solidário pois não ignorava que realmente os prejuízos foram grandes. O ministro é o senhor Marcos Pratini de Moraes, que falou em nome do nosso presidente FHC, e a providência do governo não deveria demorar. Foi o que ele disse, afinal de contas tratava-se de emergência. O ministro falou o que o pessoal queria ouvir. Aí ele entrou no avião e, horas depois, estava longe. Dias depois, aquela imagem de plantas queimadas deve ter sumido da memória do ministro. Ou ele apagou. O resultado vocês já sabem. Aliás, bem que a Folha sugeriu que o pessoal ficasse com o desconfiômetro ligado.
Nota: Veja nesta página os recursos anunciados pelo governo.

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