-O Ministério da Fazenda publicou ontem no Diário Oficial as portarias que estabelecem a metodologia de cálculo para a equalização das taxas do crédito rural, ou seja, a diferença entre o custo de captação, acrescida dos custos administrativos e tributários, e os encargos cobrados do tomador final do empréstimo.
-É que o Banco do Brasil deverá começar a liberar na segunda-feira os financiamentos para o custeio agrícola da safra 1997/98, informou à Agência Estado o superintendente da Unidade Estratégica de Negócios Rurais e Agroindustriais do BB, Biramar Nunes.
-Uma das portarias assinadas pelo ministro da Fazenda, Pedro Malan, estabelece que a metodologia de cálculo das equalizações continuará a mesma da safra passada até que, em 30 dias, o Banco do Brasil e o Tesouro apresentem proposta conjunta para o cálculo do valor das equalizações. As portarias vão permitir a liberação mais rápida dos financiamentos da safra 1997/98, que conta com R$ 8,5 bilhões destinados apenas ao custeio.
-Na safra passada, a definição sobre a equalização das taxas do crédito só saíram em setembro, o que atrasou a liberação dos recursos para os produtores rurais. Os recursos do crédito rural que precisam da equalização do Tesouro são os provenientes do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e do Programa de Geração de Emprego e Renda (Proger-Rural). As taxas de juros dos financiamentos agrícolas da safra 1997/98 foram fixadas em 9,5% ao ano para a agricultura comercial e 6,5% ao ano para a agricultura familiar.
-Segundo as portarias, os saldos médios dos financiamentos rurais concedidos pelo Banco do Brasil com recursos do FAT não poderão ultrapassar R$ 250 milhões em julho e agosto, R$ 400 milhões em setembro e outubro e R$ 500 milhões a partir de novembro, quando destinados ao Programa de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). E quando destinados ao Proger - Rural, não poderão exceder R$ 400 milhões em julho e agosto, R$ 650 milhões em setembro e outubro e R$ 750 milhões a partir de novembro. (Mariângela Heredia, AE).
-Os números são diferentes mas a informação reforça aquela dada ontem pelo ministro Arlindo Porto da Agricultura, em Curitiba. São três informações importantes: ampliação do Pronaf (investimento), a liberação de crédito para custeio e aumento de recursos para a Conab adquirir milho (em AGF) e enxugar o mercado. O governo tem consciência que o produtor vendeu milho a preço muito baixo este ano e agora, quase no final da safra, tenta sustentar o preço do produto. Desta vez, quem acreditar na disponbilidade de recursos, pode se beneficiar com preços melhores. É esperar para ver. Sem trigo

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