A Associação Paranaense dos Suinocultores (APS) enviou a esta coluna ontem seu ‘‘inconformismo’’ com os preços do milho. E acusa as cooperativas e o atacado do setor de estarem especulando. Diante da tendência do mercado a APS está propondo a importação de milho pelos próprios criadores de suínos ‘‘como forma de deter a especulação’’ com os estoques remanescentes da última safra, em poder de empresas e cooperativas’’.
O presidente da APS, Romeu Royer, disse que os produtores não podem pagar mais de R$ 14,00/saca do milho paranaense, porque ninguém consegue repassar esse custo para o varejo. O milho argentino, segundo a APS citando o Deral, chegaria ao interior a R$ 12,00, o americano a R$ 15,14 e o sorgo da argentina custaria R$ 11,29/saca. (veja também, na coluna mercado, preço do milho argentino, segundo a FNP).
Uma crítica dirigida às cooperativas de grãos: ‘‘Estamos indignados com a especulação existente no mercado, pois se oferece R$ 10,50 ou pouco mais aos produtores de milho e se tenta vender o mesmo cereal aos suinocultores por R$ 14,30, ou até mais.
Depois de analisar aspectos do mercado da carne suína, o presidente da APS afirma que diante desse quadro, a saída poderá estar na organização dos suinocultores para a importação do milho.
Pois é, se no livre mercado deve prevalecer a lei de oferta e procura (e a retenção do produto é atitude intrinseca, estratégica) onde está o crime? Da mesma forma, é defensável que suinocultores se organizem para importar.
O saldo dessa polêmica toda é que o milho, por um bom período terá mercado garantido, pois ninguém - da cadeia produtiva, da indústria de ração, à granja de postura ou frango - vai trabalhar sem estoque. A seca foi uma aviso mais do que convincente para os setores industriais se prevenirem. No entanto, preferiram comprar da mão para a boca, ‘‘para não inflacionar’’. Antes tivessem carregado estoque. As geadas chegaram a ser prevista com 20 dias de antecedência.

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