Oswaldo Petrin
A safra brasileira de grãos 1999/2000, anunciada ontem pelo ministro Pratini de Moraes, será de 82,5 milhões de toneladas. Este resultado é 3,4% maior que a safra do ano anterior (98/99) que foi de 82,4 milhões de t, e é resultante do cultivo de 37,6 milhões de ha. A meta para o ano que vem, segundo informou o ministro, é de 90 milhões de t. Para isso, o governo pretende aumentar a produção de trigo, milho e algodão.
O volume de grãos a ser obtido ficou um pouco acima da primeira estimativa feita pela Conab em outubro do ano passado, que previa uma colheita entre 82,8 milhões e 84,5 milhões de toneladas para este ano, mas abaixo da penúltima previsão divulgada pelo governo, em abril passado, que era de obter uma colheita de 85,6 milhões de t. A causa da redução de quatro milhões de t na colheita se deve a problemas climáticos que provocaram queda na segunda safra de milho, a chamada safrinha, que deverá ter uma redução de cerca de um milhão de t.
O recorde para a safra 1999/2000 ficará com a colheita de algodão, que obterá um crescimento de 28,5% em relação ao ano anterior, com uma produção estimada de 1,187 milhão de t contra 923,8 mil obtidas em 1999. Este número devolverá a autosuficiência que o Brasil já teve no setor, permitindo, inclusive, a retomada das exportações de algodão.
Em segundo lugar vem a colheita de milho que deverá ser de 33,108 milhões de t. O resultado da colheita de milho apesar da quebra na safrinha, é de 2,2% acima de 1998/99, que foi de 32,393 milhões de t.
Em terceiro lugar está a soja, com uma safra estimada em 31,644 milhões de toneladas, ou 2,9% acima do resultado alcançado em 1999, que foi de 30,765 milhões de toneladas. O levantamento feito pela Conab corresponde à última coleta de dados e pode ser considerado praticamente como o resultado final
uma vez que daqui para a frente deverá ocorrer pouca alteração, segundo os técnicos.
A confirmação final do número estimado de 85,2 milhões de t dependerá basicamente do resultado da safra de inverno (trigo, cevada, sorgo, centeio). No caso do trigo, houve perda ainda não calculada. Essa perda não foi levada em conta na estimativa do governo.
LEITURA DINÂMICA
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