Oswaldo Petrin
Américo F. Fernandes, de Maringá - Os juros do cheque especial acumulados em 72 meses de Plano Real estão em 155.000% (cento e cinquenta e cinco mil por cento), contra uma inflação ao redor de 110% (cento e dez por cento), em igual período.
Os caros leitores e o jornalista estão surpresos? Não acreditam?!
Coloquem em suas máquinas de calcular 10% ao mês e acumulem mês a mês, juro sobre juros, e chegarão a esse escandaloso número, que não pode somente ser chamado de estratosférico, usura ou agiotagem. O nome para isto é estelionato geométrico.
Isto explica por que banco compra banco, e acredite, não é porque o banco pequeno está quebrado, e sim porque o negócio é excepcional para ambos.
Explica também o porquê, comércio, indústria, agricultura, prefeituras e sociedade em geral estão quebrados, e quem pensa que não está quebrado também está!
Isto explica muitas mazelas e mataduras sociais deste País.
Explica como o nosso governo há poucos meses editou medida provisória, autorizando os bancos a cobrarem juros sobre juros, como se isso já não fosse prática usual, criando oficialmente mais um gordo cartório neste país.
Senhor jornalista, neste espaço de tempo de Plano Real, resta ao povo brasileiro apenas a certeza que está completamente abandonado pelas autoridades de Brasília, que estão com 73% de rejeição.
Belmiro F. Madeira, Ivaiporã - Parabéns pelas considerações sobre as evasivas do sr. Paulo César Samico. Nesta lerdeza do governo quem ficou com o mico fomos nós que não fazemos parte dessa turma de Minas Gerais que dirige o café.
João C. Castanho, Jacarezinho - Tenho acompanhado pela Internet as notícias sobre aproximação de intensas massas de ar frio. A menos de uma semana do virtual cataclisma, sugiro que a imprensa fale mais a respeito, inclusive sobre medidas preventivas, se é que as há. Afinal, geada não mata só hortaliça e café. Pastos também têm que se prevenir. Mas, como? O estrago maior, creio eu, será o dos preços da comida.
LEITURA DINÂMICA





