Oswaldo Petrin
As margens do varejo são extremamente gordas, com algumas exceções que estão entre os produtos de giro rápido, de consumo diário, às vezes são usados em promoções. O que as pessoas não sabem é que em alguns lácteos essas margens são exageradas. Tanto que agora estão assustando até a A Associação Paulista de Supermercados.
Num rasgo de bom-senso a Associação dos Supermercados e a Associação Brasileira da Indústria de Queijo (Abiq) formarão um grupo de análise para debater os valores cobrados e as margens de lucro aplicadas pelas redes varejistas sobre os produtos lácteos.
A decisão resultou do encontro realizado ontem na Câmara Setorial do Leite e Derivados da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. Em entrevista à Agência Estado, ontem, André Zeitlin, representante da Associação de Laticínios de Pequeno Porte (Alapp) na Câmara, Gelsomino Di Francesco, superintendente da Apas, aceitou debater os preços praticados pelas redes na venda dos produtos lácteos após a apresentação de uma pesquisa realizada pela Abiq que relata a existência de superfaturamento no setor.
A pesquisa da Abiq demonstrou que alguns produtos, como o queijo Frescal tipo Minas recebem margens de lucro de até 150% pelas redes de supermercado, afirmou. Segundo Zeitlin - ao repórter Jander Ramon -, o superintendente da Apas afirmou desconhecer a aplicação de margens tão elevadas, principalmente em função da grande concorrência do setor varejista, mas reconheceu que, se forem confirmadas, tais margens são abusivas. Ficou definido também que a Apas passará a ter um representante dentro da Câmara Setorial. Isso foi um gol de placa, porque a Câmara precisa ter a representação de todos os membros da cadeia e faltava a presença da Apas.
Vitelo O Sindicato Varejista de Carnes Frescas apresentou um projeto de criação de bezerros leiteiros machos para a produção de carne de vitelo. O objetivo do projeto é ampliar a renda dos produtores por meio da criação desses bezerros, que hoje não são aproveitados pelos produtores.
A empresa francesa Serval seria o parceiro do projeto, sendo responsável por 30% dos investimentos em tecnologia para desenvolvimento da produção da carne de vitelo no país. O projeto buscará a substituição da importação da carne de vitelo do Canadá no mercado brasileiro por uma produção local.
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