A melhoria da renda na agricultura na próxima safra de verão - que deve ocorrer na esteira do crescimento econômico, previsto por especialistas com base em vários indicadores -, levará à retomada do investimentos no campo. Pelo menos este é o quadro. E é o que sugerem estudiosos do assunto. O Sistema de Plantio Direto (PD) é um dos alvos desses investimentos, já que a aplicação da técnica, de eficácia comprovada, depende de equipamentos específicos.
Os prognósticos sobre aumento da renda na agricultura têm aumentado nos últimos dias e são expostos por especialistas de empresas de consultoria e instituições oficiais como Fundação Getúlio Vargas, entre outras.
Há uma forte demanda reprimida neste setor de máquinas. Em primeiro lugar, porque quem já entrou no PD está preocupado em ir aprimorando a técnica, substituindo máquinas. Outros, iniciantes, estão no bloco dos clientes a serem potencializados.
A área de PD no Brasil, hoje, está em torno de 12 milhões de hectares, a maior parte no Paraná, berço da técnica, que predomina nas culturas de milho, soja, trigo, cana-de-açúcar e arroz, no Rio Grande do Sul.
A consolidação do PD como sistema passou por longo processo de discussão e está sendo sempre aperfeiçoado. Ele incorpora tecnologia de ponta. O sistema PD consiste basicamente na semeadura ou plantios na palhada da safra anterior, dessecada previamente com herbicidas da linha Roundup, que também resulta de altíssimos investimentos em pesquisas. A tecnologia aqui é de ponta e de alta precisão. Paralelamente, houve avanços também nos equipamentos, no manejo e na mão-de-obra.
O presidente da Monsanto do Brasil-Agricultura, Gustavo Leite - empresa que dissemina o PD há muitos anos - observa que a crescente adoção do PD reflete a satisfação dos produtores com os benefícios do sistema. Há uma clara redução nos custos de produção, preservação do meio mabiente e melhoria na produtividade e na qualidade das lavouras.
Com base em depoimentos como estes, tudo leva a crer que os investimentos em PD são bem-vindos, trarão benefícios ao ambiente, buscando a tão necessária sustentabilidade.
O resultado econômico também não deixa dúvida: aumentos de produtividade, redução de custos com combustíveis e outros fatores de produção. A limitante está mesmo nos equipamentos, mas instituições de pesquisas como o Iapar têm alternativas viáveis - já validadas - para reduzir os investimentos em máquinas de PD.

LEITURA DINÂMICA
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