Definitivamente fica claro que toda vez que o Brasil - em vez de proteger sua agricultura - se rebela contra os subsídios dos outros países, das duas uma: ou está fazendo tipo, ou está bisonhamente entregando nossas colheitas às feras da globalização. Isto vale principalmente para FHC, equivocado nesta matéria.
Estou abordando o assunto pelo seguinte:
O presidente Bill Clinton sancionou ontem uma lei que concede US$ 7,1 bilhões em assistência direta aos agricultores americanos, para compensá-los pelos prejuízos causados pelos preços deprimidos dos produtos de suas safras superambundantes.
Observe-se que não foi uma adversidade climática, apenas uma comercialização mal-sucedida. (Aqui se aumenta os impostos, além de passar à sociedade a idéia de que nosso produtor é incompetente).
Mas lá já vai para o terceiro ano consecutivo no qual o governo intervém para socorrer a agricultura. Em 1998 e 1999, os agricultores receberam um total de US$ 15 bilhões em ajuda. Trata-se de doação e não de empréstimo.
A legislação prevê também uma verba de US$ 8 bilhões que será desembolsada ao longo dos próximos anos com o objetivo de reformar o sistema de seguro de safras.
A maior parte do dinheiro, ou US$ 5,5 bilhões, irá para os plantadores de algodão. Esses pagamentos começarão no final de agosto e início de setembro. O restante do dinheiro, ou US$ 1,64 bilhão, será destinado, nos meses seguintes, aos plantadores de soja.
Pela lei, cada agricultor americano receberá cerca de US$ 3.750. Mas, segundo os críticos, o número é enganoso, pois os principais beneficiários da ajuda federal serão os que menos dela precisam, ou seja, as grandes coporações do agribusiness.
O secretário da Agricultura, Dan Glickman, justificou o socorro. ‘‘Não há nenhuma dúvida de que essa ajuda é crucialmente necessária’’, disse ele. Mas o próprio Glickman admitiu que o fato de a agricultura continuar dependendo desse tipo de assistência mostra os defeitos da ambiciosa lei de desregulamentação do setor agrícola que o Congresso americano aprovou em 1996 sob o ambicioso nome de ‘‘Freedom Farm Bill’’, ou ‘‘a Lei da Liberdade de Plantar’’. (Fonte: Agência Estado e France Presse).

LEITURA DINÂMICA
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