O governo FHC dá um show de incompetência e amadorismo no mercado cafeeiro mas se esforça para ganhar novo mercado para a carne bovina, a União Soviética.
Uma missão comercial participa esta semana de um seminário de comércio exterior em Moscou e da reunião da Comissão Mista Brasil-Rússia. Proposta: troca de carne bovina brasileira por armas e veículos bélicos. Até à véspera do embarque a informação é de que a troca seria com aviões cargueiros e helicópteros. Como para o produtor a contrapartida não importa muito, o principal e entrar no mercado russo e ocupar os espaços.
Associação Brasileira da Indústria Exportadora de Carne Bovina (Abiec) informou que o objetivo do governo brasileiro é conseguir entrar no mercado russo, que está se recuperando da crise e é um grande importador de carne bovina. Em 1999, a Rússia importou 600 mil toneladas de carne bovina e em 2000, as importações estão em torno de 400 mil toneladas.
Este volume de carne é fornecido basicamente pelos Estados Unidos e pela União Européia. Este quase monopólio dos Estados Unidos e da UE deve-se ao fato das exportações de alimentos para a Rússia estarem sempre vinculadas à programas de crédito. Porém, a Rússia não recebe dinheiro dos Estados Unidos e da UE. Ela recebe alimentos. O crédito é usado para pagar os produtores norte-americanos e europeus, conforme explicação à AE, ontem do diretor da Abiec, Enio Marques.
Aproposta que o governo brasileiro juntamente com o setor de carnes está levando até o governo russo tem características semelhantes aos dos programas de crédito dos EUA e UE. O objetivo seria fornecer carne bovina brasileira para os russos. O governo brasileiro pagaria os exportadores brasileiros e receberia armamentos da Rússia. O encontro com autoridades russas - marcado para os dias 21 e 22 de junho - deverá fixar uma visita de representantes russos ao parque frigorífico brasileiro. Se as negociações derem certo, o Brasil poderá estar exportando carne bovina para a Rússia em 2001.
R$ 40,00 O preço da arroba de boi subiu ontem para R$ 40 em São Paulo. A semana mais curta, devido ao feriado de quinta-feira, e as escalas de abate mais curtas criam expectativa de um mercado atacadista firme, segundo a FNP Consultoria & Comércio. Os técnicos da FNP não acreditam em novas altas de preços da carne bovina, uma vez que o consumo está retraído. As altas podem ser esporádicas devido ao feriado desta semana, que pode dificultar a formação de estoques nos frigoríficos.

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