Oswaldo Petrin
Um estudo mais apurado, em que são cotejados dados sobre evolução parcial dos preços com os dados de fechamento de ano, vai apontar falha de metodológica nos acompanhamentos de preços. Isto também pode transparecer num estudo em que venham a ser comparados preços da cesta básica com preços pagos ao produtor. Um dia alguém vai ter o capricho de fazer isso.
Há uma divergência - que pode ser normal sob análise técnica, porém parece contraditória para nós leigos. É quase infalível nos levantamentos da Fipe: os preços dos alimentos são os que menos sobem e, não raro, apresentam variação negativa, como no relatório divulgado ontem. Entre os itens pesquisados pela Fipe, apenas os alimentos mantêm queda de preços. A queda foi de 0,60% na primeira quadrissemana, puxada por hortifrútis, que recuaram 4,09% no período. Os demais itens subiram, com destaques para vestuário (1,21%), saúde (0,81%) e transportes (0,27%).
Ao mesmo tempo, o Instituto de Ecomia Agrícola (de São Paulo, mas comparáveis com outros Estados), aponta para aumento nos preços dos produtos agrícolas. Tudo bem que isto ocorra em épocas diferentes, mas no final não é possível que haja convergência entre esses dados.
Os preços recebidos pelos produtores - diz o IEA - subiram 6,45% na primeira quadrissemana de junho, a maior alta desde a terceira quadrissemana de novembro do ano passado. Os preços fecharam a primeira quadrissemana de junho com ganho de 4 54 pontos porcentuais em relação ao mês de maio, consolidando a tendência de alta iniciada no mês passado. Os cálculos são do pesquisador Nelson Batista Martin, do Instituto de Economia Agrícola.
LEITURA DINÂMICA
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