Há um mês a imprensa vem divulgando crescimentos localizados como sendo a retomada do desenvolvimento econômico. Embora positivos, esses resultados setoriais, não sinalizam, necessariamente, um ‘‘surto’’ de crescimento como tem sido colocado.
O crescimento econômico, embora calcado na iniciativa privada, passa pelo Estado, no caso brasileiro reformas significam retirada de dificuldades que atrapalham investimentos. E no atual governo é impossível sonhar com isto. FHC faz um governo fraco demais para implementar reformas econômicas, exceção apenas de privatizações conduzidas de forma discutível, algumas, e contestaveis, a maioria delas.
Não conseguiu sequer a reforma fiscal.
Tem gente experiente apresentando argumentos semelhantes, como o professor Affonso Celso Pastore: As condições atuais da economia, sobretudo do lado fiscal e das contas externas, ainda não são suficientes para um novo ciclo de crescimento sustentado, na avaliação dele, que foi presidente do Banco Central.
‘‘Se quisermos ter crescimento sustentado será preciso aumentar o grau de contracionismo da política fiscal’’, diz Pastore. ‘‘O que vai fazer o País crescer é a racionalidade de políticas econômicas consistentes, que ainda não tivemos, embora tenhamos tido sucesso em políticas de estabilização de preços’’, enfatizou. Pastore falou no Fórum Nacional do Instituto Nacional de Altos Estudos (INAE).
Indicadores: o Produto Interno Bruto (PIB) do País cresceu, em média, 2% ao ano, desde 1980, enquanto a renda per capita cresceu 0,5% ao ano no mesmo período, e num contexto de taxas muito baixas de investimento, baixo índice de educação, subsídios errados em tecnologias obsoletas e protecionismo excessivo. Ou seja, tudo o que tenderia a desestimular o crescimento do chamado produto potencial.

LEITURA DINÂMICA
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