Oswaldo Petrin
Oswaldo Petrin
Soja e água por frango
O consumidor está pagando, sem saber, água e proteína de soja pelo preço da carne de frango. E o Ministério da Agricultura dá prazo de 90 dias para que as empresas encontrem uma solução. A denúncia foi feita ontem pela coordenadora-executiva do Idec (Instituto de Defesa do Consumidor), Marilena Lazzarini. O Idec encaminhou o texto acima para agência de notícias e colunistas.
Segundo Marilena, o Idec vem questionando desde dezembro a autorização dada pelo Ministério da Agricultura para a injeção de proteína de soja e água nas carnes, sem a devida informação no painel desses produtos para o consumidor. As empresas não especificam a quantidade adicionada dessas substâncias e, pior, não houve qualquer barateamento no preço, como constatamos em visitas a estabelecimentos comerciais, afirma.
A justificativa para tudo isto estaria em aumentar o valor protéico do produto, além de aumentar a suculência de carnes consideradas secas como as carnes de perú, peito, lombo, lagarto e outros. Não há registro de que os consumidores estivessem reclamando da falta de suculência destas carnes e muito menos que estivessem reivindicando maior teor protéico através deste tipo de adição.
Por isso, o Idec entende que o prazo oferecido de 90 dias para que as empresas encontrem uma saída para informar devidamente o consumidor é Inaceitável, segundo Marilena, pois durante esse período as empresas poderão estar enganando os consumidores, amparadas pelos órgãos reguladores e fiscalizadores.
O Idec exige a imediata suspensão desta prática enganosa aos consumidores e a imediata retirada de todos produtos irregulares do mercado, bem como a elaboração de regulamento técnico, que contemple, além do estabelecimento dos padrões de identidade e qualidade dos alimentos, a determinação de metodologias válidas para identificação e quantificação de água e proteína de soja. Esse regulamento deverá ainda ser colocado em Consulta Pública, para a manifestação dos setores interessados.
LEITURA DINÂMICA
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A Secretaria de Defesa Agropecuária informa os percentuais permitidos são de até 7,5% para proteína de soja texturizada e até 3,5% para proteína isolada de soja.
-Não há método analítico para a detecção das proteínas e da água, conforme apurou o Idec em consultas ao ITAL Instituto de Tecnologia de Alimentos.
-O Dipoa estabelece a necessidade de se acrescentar a informação clara ao consumidor e permite o emprego de quantidade equivalente a um teor protéico, calculado sobre o produto final de, no máximo 2,0%.
DROPS
Biotecnologia
A Academia de Ciências dos Estados Unidos acaba de divulgar o relatório Plantas Geneticamente Modificadas Resistentes à Pragas: Ciência e Regulamentação, em que afirma que não há evidência de que alimentos provenientes da biotecnologia apresentem riscos à saúde
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Biodiversidade O vice-presidente da Organização das Indústrias de Biotecnologia (BIO), o geneticista Val Giddings, disse que o documento recomenda o cultivo de plantas geneticamente modificadas para se tornarem resistentes a insetos e incrementar a biodiversidade.
Academia Os membros da academia defendem que mais pesquisas sejam realizadas para esclarecer as dúvidas da opinião pública a respeito da segurança e dos benefícios das plantas geneticamente modificadas.
Saiba mais O relatório da Academia de Ciência dos Estados Unidos pode ser lido na Internet, no endereço http:www.national-academies.org. Mais informações sobre a Organização das Indústrias de Biotecnologia estão à disposição no seu site, no endereço http://www.bio.org .





