Balança comercial
O governo aposta num aumento do embarque de produtos agrícolas, como a soja, ao longo deste mês, para conseguir melhorar o resultado da balança. Mas, apesar de não poder prescindir dos produtos primários para recuperar a balança comercial (o desempenho continua desapontando), o setor agropecuário não foi o mais aquinhoado com investimentos este ano.
Ontem, coincidentemente, saíram os dois resultados: a entrada de dólares das exportações, e o volume de recursos investidos nos diversos setores da economia.
O volume de empréstimos do sistema financeiro para o setor rural cresceu 2,5% no primeiro bimestre deste ano. Para pessoas físicas os empréstimos cresceram 4,8% no mesmo período. Os número foram divulgados ontem pelo Banco Central, que constatou ainda que a inadimplência sobre empréstimos do setor financeiro se mantém estável em 8,5%. A inadimplência do setor agropecuário é menos da metade desse percentual que é a média de vários setores.
Na conta das exportações/importações, o país registrou - na segunda semana de abril - um déficit de US$ 83 milhões, acumulando resultado negativo de US$ 114 milhões em abril e de US$ 88 milhões no ano.
E As importações realizadas este mês somam US$ 1,144 bilhão e as exportações ficaram em US$ 1,061 bilhão. No ano, o Brasil exportou US$ 14,053 bi e importou US$ 14,141 bi. A meta da balança comercial continua sendo um superávit de US$ 4 bi.
Segundo nota divulgada ontem pelo Ministério do Desenvolvimento, o fraco desempenho de abril, que reverteu o pequeno superávit comercial acumulado até março (US$ 26 milhões), se deve em parte às greves dos auditores fiscais da Receita Federal, que fizeram paralisação de três dias na última semana. Os auditores são responsáveis pela liberação das exportações e das importações.
Sobre a exportação agrícola: a colheita avança e os resultados não são os esperados, principalmente no Norte do Paraná onde a quebra na safra de soja é de 15% e na de milho 40%. E a safra nacional da soja será de 29,5 milhões e não 31,6 milhões de t.

LEITURA DINÂMICA
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O Comitê de Política Monetária tinha planos para reduzir mais um pouco a taxa de juros básicos da economia.
-Mas deve recuar. Ontem os especialistas no assunto previram que o Copom deve optar pelo ‘‘viés neutro’’, diante do cenário meio nebuloso no cenário externo.
-Taxa básica de juros deve ser mantida em 18,5% previu ontem a Federação das Indústrias de São Paulo.
-A instabilidade internacional, contudo, não vai alterar a política cambial além dessa postura mais cuidadosa do Comitê.



DROPS
Banco do Brasil O Banco do Brasil comemora seu melhor desempenho na Exposição de Londrina nos últimos anos: financiou cerca de R$ 13 milhões, em 600 contratos.
BB/máquinas As modalidades de financiamento vão desde repasse do Finame, para aquisição de máquinas e equipamentos (R$ 8,3 milhões) a custeio pecuário - insumos para produção animal (R$ 100,00 mil).
BB/gado Em investimentos agropecuários, foram financiados R$ 3,5 milhões; em aquisição de animais durante a Feira, R$ 1, milhão.
Prazo/juros Todos os financiamentos têm juros de 8,75% ao ano. Os contratos para investimentos têm prazo de até três anos. Já a amortização dos financiamentos do Finame pode ser feita em até 8 anos. Custeio tem prazo de um ano.
A propósito... O volume de crédito do sistema financeiro para o setor rural cresceu 2,5% no primeiro bimestre deste ano; para pessoa física, 4,8%.

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