Oswaldo Petrin





Sábado, Dia do Leitor


Ariel R. Kramer , de Guarapuava: ‘‘A Folha precisa publicar as cotações do Ceasa de São Paulo e não apenas as Bolsas de SP e Paranᒒ.
Arnaldo C.A. Collasso, de Cascavel: ‘‘De repente a notícia de que haverá mudança no sistema de crédito e que uma delas consiste em tirar do Banco do Brasil este serviço que, de uma forma ou de outra, ao longo dos anos, todos nos da agricultura nos beneficiamos. Aos que se arvoram com essa mudança, saibam que a solução não passa pela saída do Banco do Brasil, mas pelo aumento do crédito como disse a sua coluna nessa data (quarta-feira). Não somos ingratos. Os agricultores não são ingratos. Se o banco não tem andado ao nosso lado não culpa não lhe cabe, mas ao governo que secou a fonte maior de inspiração para produzir, que é o crédito’’.
João Paulo Koslovski, presidente da Ocepar, de Curitiba: ‘‘Em matéria publicada no caderno de economia desta quarta-feira, nos surpreendemos com a manchete ‘‘Cooperativas querem ocupar espaço do BB’’ e subtítulo ‘‘As cooperativas de crédito estão dispostas a assumir o lugar do Banco do Brasil, avisa o presidente da Ocepar’’, dando a entender que tal afirmação partiu de nós em entrevista à jornalista Vânia Casado na terça-feira. Quanto ao texto da matéria, nada a comentar já que afirmamos da importância do Banco para a agropecuária. ‘‘Nossa posição, como representante do sistema cooperativo paranaense, é clara e não pretendemos tomar o espaço de ninguém. Se hoje as cooperativas de crédito exercem um papel importante de apoio na concessão de crédito aos cooperados, é graças à união de esforços na construção de uma imagem forte e de credibilidade. Não buscamos privilégios, mas que o sistema ocupe gradativamente seu espaço à semelhança do que ocorreu em países desenvolvidos como Estados Unidos, Alemanha, França e Holanda, onde o Estado apoiou fortemente a atuação dos cooperativas de crédito, com injeção significativa de recursos financeiros e abertura legal para agilizar a concessão de crédito rural. É natural que, diante da incapacidade do governo atender adequadamente a demanda por crédito do setor rural, os agricultores se organizem para tal através de cooperativismo de crédito, instrumento que faz parte da essência da filosofia desse movimento. Desta forma, desejamos esclarecer qualquer dúvida sobre nosso posicionamento, não refletido na manchete da citada matéria. Não estamos fazendo nenhuma campanha para que o Banco do Brasil deixe de atuar no setor de crédito rural. Pelo contrário, este banco vem cumprindo seu papel de financiar e fomentar o desenvolvimento agrícola de nosso País e continua sendo um importante parceiro de todas as nossas cooperativas’’.
Nota da Redação A Ocepar concorda com o texto (ao afirmar que ‘‘quanto ao texto, nada a comentar’’). Só não concorda com o título. Mas o título expressa o ‘lead’ do texto, que é claro: ‘‘As cooperativas estão dispostas a assumir o lugar do Banco do Brasil na concessão de crédito rural...’’.

LEITURA DINÂMICA

O cimento, setor monopolizado por poucas indústrias, tem recebido aumentos reais e não reajustes, o que irrita setores da construção civil.
-Principal item na construção civil, o cimento acumula reajuste de 37,5% nos últimos 12 meses até março, contra o IGP-M de 13,74%.
-Mas não é apenas o cimento, o vilão da construção. O Sinduscon-SP mostra que outros itens básicos na construção civil estão com reajustes bem acima da inflação.
-O tubo de PVC para esgoto subiu 27,7%, enquanto o aço ficou 25,4% mais caro e o perfil de alumínio, 23,6%.
-Os técnicos não concordam mas retração na construção civil ocorrida em março (segundo o Sinduscon) pode ser debitada ao rápido custo das obras, puxado pelo cimento.


DROPS



Café/FHC
Agrishow Cinco mil pessoas trabalharam esta semana nos preparativos da Feira Internacional de Tecnologia e Agricultura em Ação (Agrishow) em Ribeirão Preto que começa terça-feira, 25.
Promoções Para tentar atrair o consumidor, promoções oferecem descontos de até 10% sobre o preço velho. 30 linhas.
Carro novo O estoque nas revendas irá segurar os preços dos carros até o final do mês. A partir de maio, as lojas já avisam que a situação mudará: os aumentos anunciados em abril passarão a vigorar.
O Brasil está saindo da categoria de País do café para o ‘‘País dos cafés especiais’’. Frase de Fernando Henrique sobre a participação do País na Associação Americana de Cafés Especiais, em São Francisco (EUA).
Café/vitória Para FHC foi uma semana de vitória para os produtores de café face à repercussão positiva da presença do vários tipos do produto brasileiro.
Gourmet Os norte-americanos, os que mais consomem os chamados café ‘‘gourmet’’, ou cafés especiais, acreditam que só o Brasil pode suprir futura escassez do produto.

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