Bem-sucedidos no leite
Dois exemplos de confiança no mercado. E sobretudo de competência. A Parmalat, tida como a empresa mais eficiente do mundo em vários segmentos de bebidas lácteas, lançou um produto com baixo teor de lactose que está sendo bem aceito. Prova que a Confepar (produtos Polly) estava cerca 10 anos atrás, quando José Otaviano Ribeiro (presidente) e Waldomiro Lessa (diretor industrial), perceberam esse nicho e lançaram dois produtos nessa linha. Visão empresarial e de marketing arrojada dos dois dirigentes locais projetaram produtos do Paraná no mercado nacional. Tudo foi bem planejado e embasado em estudos de professores da Unicamp sobre a rejeição da lactose pelo organismo de algumas etnias.
Agora - exemplo nº 2-, enquanto alguns setores da produção leiteira se queixam da concorrência argentina, a Nestlé lança o LC1 Active, leite fermentado, que tem como público alvo o adulto. Com isso, o setor de refrigerados -- iogurtes, petit-suisses, sobremesas e leites fermentados -- deverá fechar o ano com participação de 25% no setor. Os investimentos somaram R$ 3 milhões.
Dados Nielsen apontam a liderança da empresa com 24,3% do mercado, enquanto a segunda colocada, a Danone, possui 20,4% de participação. Desde o Plano Real, o setor cresceu 45% no Brasil, alavancado pelo mercado de leite fermentado. Só esse segmento obteve incremento de 70%. O segmento movimenta hoje R$ 2 bilhões/ano.
Charles Chamouton, gerente de marketing da Divisão de Refrigerados da Nestlé, afirma (entrevista ontem à repórter Rosângela Capozoli, da AE) que ainda há fôlego suficiente para um bom crescimento, já que o consumo per capita anual de refrigerados no Brasil é de somente cerca de três quilos por ano. Na Europa, o consumo per capita anual é dez vezes maior. ‘‘Neste ano, o crescimento do setor deverá ficar por volta de 3%’’, adianta.
O Brasil é o segundo maior mercado da Nestlé no mundo em volume de vendas -só perde para a França. Além disso, a Nestlé brasileira é a única unidade do grupo no mundo que rende à empresa a liderança no segmento refrigerados.
O público adulto vem se constituindo em um dos mais importantes targets, com um crescimento dos volumes de produtos direcionados a eles, como os naturais, a linha de baixa caloria e os funcionais, como o Omega Plus.
‘‘Há dez anos, quem consumia iogurtes, por exemplo, eram só as crianças. Hoje, os adultos estão preocupados em manter a alimentação mais saudável’’, constata Chamouton.

LEITURA DINÂMICA
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Com o LC1 Active, a Nestlé espera obter mais 4% dos leites fermentados, do qual já participa com 36%, através do Chamyto (fermentado para o público infantil).
-As bases para o crescimento desse mercado devem seguir o fortalecimento da importância que os alimentos saudáveis vêm obtendo entre os adultos no país.
-O segmento de produtos lights com 0% de gordura representa 6% do total de iogurtes (representava 3% há três anos).
-O interesse em produtos que tragam benefícios comprovados para o organismo está crescendo - é o caso dos produtos com incremento de cálcio e a linha de iogurtes Omega Plus.

DROPS
Coamo
A Coamo, maior cooperativa singular do País no setor de agronegócios, completa 30 anos em novembro.
Coamo/lição Uma lição desses 30 anos - segundo seu presidente, o agrônomo José Aroldo Galassini - é que o agricultor tem que fazer a parte dele; não basta reivindicar. Tem que continuar plantando da melhor maneira.
Coamo/forte Ilivaldo Duarte de Campos, assessor de Comunicação, diz que a cooperativa já tem a frase de efeito: ‘‘Coamo, Forte como o Homem do Campo’’.
Receita No ano do 30º aniversário a cooperativa quer bater seu próprio recorde em 1999: R$ 1,23 bilhão em receitas globais. A cooperativa tem 17 mil cooperados em 46 municípios com 3,7 milhão de ha cultivados.
Coamo/seca Galassini em palestra, em Londrina: Os agricultores que melhor resistiram os efeitos da seca foram os que fazem um bom manejo de solo; os que protegem o solo.

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