Vocação agroindustrial

- O diagnóstico é oficial porque vem do Ministério da Indústria e do Comércio: os Estados do Sul devem reafirmar sua vocação para a agroindústria e indústria de serviços e preparar melhor este campo para competir na globalização. O mapa de investimentos privados aponta o Paraná, Santa Catarina e Rio Grande como ‘‘captadores de investimentos agroindustriais’’ enquanto o Estado de São Paulo será o grande pólo de investimentos da indústria pesada e intermediária. Essa tendência apenas mantém o curso do desenvolvimento dos últimos anos, sem novidade. A única correção é que o interior daquele Estado passa a ser um alvo preferencial sobre a sua congestionada e saturada capital.
- O Estado de São Paulo receberá US$ 21,5 bilhões em investimentos diretos para a ampliação de indústrias nos próximos quatro anos. É o que mostra um levantamento feito pelo MICT, concluído há semanas atrás, e divulgado, agora, sem muito destaque apenas na imprensa paulista. As informações foram coletadas nas próprias indústrias, associações de classe e federações de indústria e também na Sudene e na Suframa, diz a informação.
- O levantamento mostra que, até o ano 2.000, São Paulo será o Estado que mais receberá investimentos no País. No Rio de Janeiro, por exemplo, os projetos para instalação ou ampliação de plantas industriais soma US$ 14,4 bilhões e em Minas Gerais, US$ 10,3 bilhões. Os demais Estados - inclusive os do Sul - devem manter sua vocação voltada para exploração de matéria-prima, evoluindo na agregação de valores, segundo diagnóstico.
- Dos investimentos programados para São Paulo, os maiores volumes concentram-se no setor químico e na indústria automobilística. Cada um terá investimentos de quase US$ 5,5 bilhões nos próximos quatro anos. Entre os químicos, estão projetos como R$ 50 milhões da Cargil, US$ 250 milhões da Fosfértil e US$ 200 milhões da Colgate.
- Outros setores que receberão investimentos significativos em São Paulo são: a indústria de alimentos, com US$ 1,3 bilhão, celulose e papel, também com US$ 1,3 bilhão, a produção de minerais não metálicos (cimento, cerâmica, vidro etc), com US$ 1,1 bilhão, máquinas para escritório e informática, com US$ 1,3 bilhão e materiais eletrônicos e aparelhos de comunicação, também com US$ 1,3 bilhão.
- Os três Estados do Sul não são a opção preferencial para investimentos industriais. Se quiser prosperar neste campo, o Sul tem Pesquisa do Ministério da Indústria e do Comércio mostra que há uma tendência à descentralização dos investimentos industriais no País. O Sudeste continuará liderando, ao receber 64% dos recursos programados. Porém, cerca de 19% irão para a Região Nordeste, 10% para o Sul e cerca de 7% para o Norte. O Centro-Oeste receberá menos de 1% dos investimentos programados.Uva leilão
- A Emater e a Associação Norte Noroeste Paranaense de Fruticultores (Anfruti) promovem hoje, às 8 horas, em Maringá, o 1º Leilão Nacional de Uvas Finas de Mesa. A Anfruti tem sede em Marialva e foi fundada em outubro. O leilão é uma inovação no setor.
Volume
- O engenheiro agrônomo José Odair Mazia, chefe regional de Emater, espera vender, em toda a safra, cerca de 8.000.000 kg, o que corresponde ao volume de uvas de mesa produzido pelos 272 associados da Anfrut. Hoje serão ofertadas 14 toneladas.
Classificação
- Os preços estão em torno de R$ 2,00/kg. Além da Emater, a idéia tem o apoio da Associação Norte Paranaense de Estudos em Fruticultura que orienta na classificação e padronização da uva. O leilão será na Bolsa de Cereais de Maringá.
Safra é boa
- Odair Mazia informou a este jornal ontem que a safra é de boa qualidade. Serão ofertadas as variedades Itália, Rubi e Benitaka, que somam quase 100% das uvas de mesa produzidas na região. Colheita começou semana passada.
Mamata
- O Banco do Brasil vai financiar 7,2 mil produtores de leite, com recursos de R$ 250 milhões do FAT. Limite por pecuarista: R$ 5 mil a R$ 8 mil. Prazo para amortizar: 3 anos, taxa: TJLP, mais 6% ao ano, rebate de 57%. Mas não é no Paraná. É em Goiás.

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