-As indústrias de soja pressionam para uma revisão na MP da redução do ICMS para conter a exportação de soja a granel. Aliás, o Brasil está celebrando este ano o seu tri-recorde em soja: maior produção, maior exportação e, vejam, maior importação de soja dos últimos anos.
-Em matéria de exportação, o ministro Malan pensa de forma bem diferente que a indústria: o desempenho da balança e o perseguido superávit é que são o alvo. Se está saindo muita soja em grão, é outro problema.
-A pressão pela redução das exportações de matéria-prima ocorre justamente quando o governo comemora o bom desempenho das exportações de produtos básicos, como as commodities agrícolas (leia-se complexo soja e café) que vão fazer com que o déficit da balança em maio e junho seja menor. As vendas de produtos básicos, em especial café e soja, cresceram 31,7% no primeiro quadrimestre do ano em relação a igual período do ano passado, passando a responder por 27,5% do total da pauta de exportações, que foi de US$ 4,65 bi em maio. As importações, em maio, foram de US$ 4,92 bi, o que representou um déficit na balança comercial no mês passado de US$ 271 milhões.
-Os manufaturados ainda representam mais da metade (53,93%) das exportações. A principal razão do crescimento dos produtos básicos foi o aumento do preço internacional. O café cru em grão, por exemplo, viu crescer a receita de suas vendas em 164,62% de janeiro a abril, em comparação com igual período do ano passado, aumentando sua participação das exportações totais de 2,35% para 5,92%.
- Proálcool O ministro de Minas e Energia, Raimundo Brito, criticou a atual política de subsídio ao álcool no País, defendeu uma reformulação nessa subvenção e cobrou dos produtores e do Congresso uma participação efetiva nessa discussão. ‘‘É preciso que o subsídio ao álcool combustível se dê a partir de custos econômicos eficientes’’, afirmou o ministro, ontem, à Frente Parlamentar Sucroalcooleira. Ele lembrou que R$ 1,7 bilhão de subsídios dados todo ano ao setor no Brasil é um valor elevado ‘‘em qualquer lugar do mundo’’.
-O subsídio, porém, segundo o ministro, não deve ser extinto. ‘‘O custo da produção do álcool leva a preços que não podem ser confrontados com os derivados do petróleo’’, argumentou Brito. Para ele, o álcool continua sendo fundamental na matriz energética brasileira. O álcool anidro compõe 22% da gasolina consumida no País, cuja demanda cresce 6% ao ano. O consumo de álcool combustível cresce 3% ao ano. Pelas vantagens sociais, econômicas e ecológicas o País tem que encarar de frente essa situação e buscar mecanismos adequados para esse subsídio.Ducha fria

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