Açúcar orgânico
A Usina São Francisco, do Estado de São Paulo, está colocando no mercado o Native - primeiro açúcar orgânico produzido em escala industrial no Brasil - e que exporta desde 1997 para 19 países. O lançamento exigiu investimentos de R$ 4,5 milhões em marketing. O segmento de produtos orgânicos -- ainda incipiente no Brasil -- deverá movimentar perto de R$ 50 milhões este ano. O Native responde por 50% do consumo mundial do produto.
Para o lançamento, a Talent Biz criou um filme, um culto à ecologia e preservação da natureza, que estreou domingo no Fantástico e continuará sendo exibido em horário nobre, além de anúncios em revistas, por seis meses. Nas versões claro e dourado em embalagens de um quilo, o Native está sendo comercializado em grandes redes de supermercados e o preço varia entre R$ 3,20 e R$ 4,00 o quilo. O comum não ultrapassa R$ 0,90.
Apesar da diferença acentuada de preços entre os produtos a empresa tem planos ambiciosos: abocanhar 0,4% do segmento - entre março deste ano até março de 2002 - da produção nacional, que soma 13,4 milhões de toneladas. ‘‘Nos próximos três anos, a meta é ter uma participação correspondente a 1% deste total’’, afirma Leontino Balbo Júnior, diretor-geral.
A Usina São Francisco, que produziu 23 mil toneladas de açúcar orgânico em 99, é a primeira usina ecológica do mundo a possuir o certificado FVO (Farm Verified Organic), considerado uma das instituições certificadoras mais rigorosas. Segundo Balbo Júnior, foram investidos R$ 2 milhões na infra-estrutura de produção (que inclui a montagem de uma empacotadora). A Usina São Francisco desembolsou outros R$ 6 milhões nos últimos 13 anos no desenvolvimento do projeto agrícola Cana Verde, que viabilizou a produção em grande escala.
A Usina São Francisco, conforme a AE, pertence à Organização Balbo, de Sertãozinho (SP), que controla também a Usina Santo Antônio. Para a safra 1999/2000, o grupo estima um faturamento líquido de R$ 103 milhões ante os R$ 82,6 milhões obtidos em 1998/1999). As exportações respondem por R$ 15 milhões. (Agência Estado).



LEITURA DINÂMICA
-O Valor Bruto da Produção (VBP), que mede a renda de 25 produtos agrícolas, caiu 0,7% em 1999, atingindo R$ 72,4 bilhões contra os R$ 72,9 bi em 1998.
-Segundo a CNA, queda na renda rural em R$ 500 milhões, só não foi maior graças à boa performance dos produtos da pecuária.
-A renda bruta dos produtos pecuários foi de R$ 28,8 bi (+7,4% sobre a de 1998. O VBP da carne bovina passou de R$ 12,6 bi para R$ 13,9 bi em 99.
-Na pecuária, o pior resultado foi o do leite, queda na renda de 0,4%, apesar do aumento na produção de 20,2 bi de litros para 20,6 bi de litros.
-O VBP do frango indica um aumento na produção de 4,8 milhões de t em 1998 para 5,5 milhões de t em 1999. Renda passou de R$ 5,1 bi para R$ 5,7 bi.

DROPS
Cocamar A Cocamar espera pelo menos 800 produtores no ‘dia de campo’ hoje na Comunidade do Guerra, saída para Astorga. ‘‘Vamos mostrar o que há de melhor na soja e milho’’, diz o agrônomo Agnaldo Purificação (Marcos Zanatta).
Leilão A Programa promove neste sábado, às 12 horas, no José G. Molina, o 6 º Leilão Pioneiros de Londrina. Em oferta 1,5 mil machos e fêmeas para cria, recria e engorda de 43 famílias pioneiras.
Café NY Mais um dia de queda em Nova York. No mercado interno, segundo a Bourbon Corretora, cafés finos já perderam R$ 50,00/saca em 40 dias.
Retenção Países produtores de café vão reter 25 milhões de sacas até junho/2001, visando elevar os preços do produto no mercado internacional.
Retenção (2) A decisão é da Associação dos Países Produtores de Café (APPC), que em 15 dias apresentará preços e prazos que deverão ser adotados na retenção.
Milho Associação Paulista de Avicultura está prevendo escassez de milho no segundo semestre e dificuldade de importação.

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