O petróleo na balança
O petróleo permeia as atividades econômicas de ponta a ponta. Sempre foi assim, mas agora parece impactar mais fortemente. Já se sabe, por exemplo, que o governo não pode abusar das importações de produtos primários (o que é bom para quem produz) para que a balança não venha a pender muito para o lado deficitário, das compras.
E ontem saiu mais um resultado parcial do desempenho da balança, em funçaõ do petróleo. A concentração de compras de petróleo, cujo preço no mercado internacional encontra-se no pico, cotado em cerca de US$ 30 o barril, causou aumento nas importações brasileiras na terceira semana de fevereiro. As compras de petróleo na semana passada somaram US$ 87 milhões, valor 61% superior à média das duas primeiras semanas do mês.
A balança comercial teve défcit de US$ 34 milhões nesse período, com exportações de US$ 945 milhões e importações de US$ 979 milhões. De acordo com a Assessoria de Imprensa da Petrobras o aumento nas importações deve-se a oportunidades de aquisição de petróleo a preços mais baixos.
Do total de petróleo que é consumido no Brasil, 60% são produzidos pela Petrobras e os 40% restantes são importados de outros mercados, principalmente Argentina, Arábia Saudita e Venezuela. As importações são feitas de duas maneiras: com contratos de longo prazo, que garantem o fornecimento do petróleo, mas não fixam preços, e por oportunidades de negócios.
Quando a Petrobras consegue negociar a compra por preços mais convidativos, há uma concentração de importações. Outro motivo que pode levar a empresa a aumentar as compras é a necessidade de fazer estoque do produto. Mas, de acordo com a assessoria da estatal, não há razão para isso. A última vez que a empresa comprou petróleo para estocar foi para previnir-se quanto a possíveis necessidades causadas pelo Bug do Milênio, no fim do ano passado. Períodos de greve também podem levar a empresa a estocar.
Outro motivo que colaborou para o aumento das importações foi a compra de um avião no valor US$ 32,2 milhões. A média diária das importações aumentou 2,4%, enquanto a das exportações caiu 1,2%. (AE)



LEITURA DINÂMICA
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O Brasil recebeu Medalha de Ouro e duas de prata no ‘‘Concurso Vinalies Internationales 2000’’, realizado em Paris de 11 a 14 de fevereiro.
-Vinhos vencedores: Chandon Brut - Chandon do Brasil (medalha de ouro) e Reserva Aurora Gewurztraminer’99, da Cooperativa Vinícula Aurora, e Champagne De Gréville Brut Rosé - Bacardi-Martini do Brasil.
-Foram degustados 1.669 vinhos, de 35 países, por 84 degustadores, entre eles Antônio Czarnobay e Gilberto Pedrucci, presidente da Associação Brasileira de Enologia.
-Foi a 6ª edição do concurso, organizada pela União de Enólogos da França,com a patronagem da Organização Internacional da Uva e do Vinho (OIV).

DROPS
Safra/previsão A Conab divulga na próxima quinta-feira a sua previsão para a atual safra de grãos oleaginosos. Vai levar em conta as análise feitas entre os dias 7/1 e 12/2
Expectativa Os agentes do agronegócio esperam que desta vez a Conab leve realmente em conta as perdas causadas pela seca, que foram omitidas nos levantamentos outubro e novembro.
Soja A colheita da soja avançou apenas 2% (até sexta-feira), informou ontem a Safras & Mercados. Ano passado, esta época 6% da área havia sido colhida.
Milho Cooperativas do Paraná acham que o novo levantamento vai apontar forte redução da colheita de milho nos três Estados do Sul, em especial no Norte e Norte Pioneiro do Paraná.
Atraso No geral a safra 99/00 segue atrasada em relação à sua normalidade, influenciada pela escassez de chuvas no plantio, que além de retardar a semeadura, também exigiu o replantio em diversas regiões.

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