Oswaldo Petrin
Sábado, Dia do Leitor
Francisco Lopes , de Cambé, É lamentável e inaceitável que em épocas de escassez, para favorecer interesses de torrefadores e exportadores, determinadas pessoas, de forma fantasiosa e bizarra, tenham divulgado que a próxima safra de café será grande, que o preço de 110 dólares está bom. Essas pessoas e suas idéias delirantes, na verdade deveriam ter consciência do papel ridículo que estão praticando, pois além de não trazerem nenhum benefício para o País, se esquecem que o produtor de hoje está bem informado e não serão informações tendenciosas que irão enganá-lo. Francamente, informações dessa natureza são absolutamente dispensáveis. Sabemos que a próxima safra não irá ultrapassar a casa dos 20 milhões de sacas de café e somente o produtor tem condições de saber qual o preço ideal para o seu produto, pois só ele enfrenta o risco da atividade, preços de insumos, que são altos, e tantos outros gastos. Além dessas dificuldades, o produtor ainda enfrenta as mazelas - piores que qualquer seca, praga ou geada - do governo corrupto de FHC, composto de um Ministério da Agricultura burocrático, despreparado e incompetente, sem visão ou compromisso com o setor primário. Basta de palhaçada! O produtor brasileiro, presentemente, não é bobo e não vai acreditar em delírios ou informações distorcidas da realidade, vindos de pessoas que não têm compromisso com o Brasil e, nem de longe, conhecem um pé de café. Francisco Lopes é produtor e advogado.
Altair A. Bueno da Silva , de Ivaiporã: Parabéns aos produtores Ricardo Strenger, de Abatiá e Benedito C. Moreira, de Cambé, pelas respostas aos intermediários que sugerem 100 dólares como um bom preço para o café. O bom preço é aquele que paga o custo e remunera satisfatoriamente o trabalho da produção. Querem que trabalhemos de graça para eles.
Orlando B. Bonnafé , de Nova Esperança: Meus parabéns ao produtor Ricardo Strenger, de Abatiá, pela posição em defesa de quem produz, já que não temos uma associação a altura para defesa dos nossos interesses.
Oswaldino A. C. Coelho Parabéns ao produtor Ricardo G. Strenger. Aos palpiteiros de plantão que deixem o mercado correr livremente, sem antecipar ou precipitar as baixas ou altas.
Gilson A. Ximenes O presidente do Conselho Nacional do Café está informando sobre estoques: em 31 de janeiro de 2000, os estoques nas cooperativas brasileiras totalizaram 4.245.142 sacas de café beneficiado (8,1% inferior aos do mês anterior e 3% inferior ao do mesmo mês do ano anterior). O recebimento de café nessas mesmas cooperativas em janeiro totalizou 100.117 sacas de café beneficiado (53,5% inferior ao recebido no mês de dezembro/99 (215.174 sacas) e 47% inferior ao mesmo mês de 1999 (160.004 sacas). No período de maio de 99 a janeiro de 2000 foi recebido pelas cooperativas o volume de 8.800.360 sacas contra 10.638.000 sacas no mesmo período do ano anterior (17% a menos).
LEITURA DINÂMICA
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Queda de R$ 10,00 por saca ontem confirma previsão do presidente do Sincafé, Devanil V. Ferreira.
-O calendário de leilões de café, anunciado até o fim do ano, será mantido, apesar do apelo dos produtores ao ministro Pratini de Moraes.
-Mas pode haver alteração no volume a ser ofertado, de acordo com o fluxo do mercado.
-Retenção de estoque aprovada ontem no âmbito da Associação dos Países Produtores, pode dar sustentação ao preços.
DROPS
Macarrão Fabricantes de macarrão estão otimista informa o presidente da Associação das Indústrias de Massas Alimentícias (Abima) Aluísio Quintanilha. Setor deve crescer 10% em volume de vendas este ano.
Macarrão (2) Não temos previsão de crise no País, ao contrário do ano passado, e a safra de trigo da Argentina deve melhor este ano, afirma Quintanilha.
Atacado Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores (Abad) promove dia 21, segunda, palestra do ex-ministro da Fazenda Ciro Gomes: Conjuntura político-econômica.
Milho Informação da Safras & Mercados para a Sala de Agronegócios: colheita do milho foi feita em 3,2% da área, menos que no ano passado (11,5%).





