Carga pesada
Péssima notícia para um domingo. Mas, como você certamente já sabe, o aumento na alíquota da Cofins vai mesmo mexer com o seu lucro.
Empresários paranaenses ouvidos na última sexta-feira e ontem disseram não saber, ainda, como dimensionar o impacto do aumento da carga tributária decorrente do aumento de 2% para 3% na alíquota da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins). Mas que haverá, haverá, segundo economistas.
Não será para todos, porém. Mas as empresas com margem média de lucro de 8,3% terão, este ano, aumento de 64,29% na carga tributária em relação a 1999, por causa do aumento em 1% na alíquota da (Cofins) e da impossibilidade de compensar um terço do tributo com a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).
Há quem afirme que o tamanho da bocada assusta. Estudo da consultoria Arthur Andersen demonstra que o impacto do aumento será grande para todas as empresas não financeiras lucrativas, especialmente nesta faixa, que representa a média para as empresas nacionais.
Roberto Haddad, diretor da área tributária da Arthur Andersen e responsável pelo levantamento, lembra que até janeiro do ano passado a Cofins incidia sobre o faturamento das empresas. A partir do mês seguinte, por meio de medida provisória, a base de cálculo foi estentida para todas as receitas, ou seja, faturamento e receitas financeiras, e a alíquota foi elevada de 2% para 3%.
‘‘A possibilidade de as empresas não financeiras lucrativas poderem compensar 1% com a CSLL praticamente anulou o aumento no ano passado, mas as mudanças deste ano, com a suspensão da compensação, terão consequências drásticas’’, comenta. Um por cento sobre a receita de qualquer empresa é muito relevante. Segundo ele, à Agência Estado, na última quinta-feira, já se acumulam os processos na Justiça contra o aumento da Cofins, sob a alegação de que a mudança na base de cálculo foi determinada antes da emenda constitucional nº20, que regulamentou a medida.
As empresas deficitárias não terão elevação tributária, já que pelo fato de não apresentarem lucro, também não sofrem a incidência da CSLL.
Para empresas com lucratividade inferior a 8,3% anual, o aumento sobre a carga de tributos de 99 será de 50%. As com margem de lucro acima dessa faixa terão de pagar mais 27,08%.
Haddad ainda ironiza ao afirmar que o governo acaba sendo o principal acionista das empresas privadas, já que juntando todos os impostos, como PIS, Cofins, Imposto de Renda e Contribuição Social, 50% do lucro sai do caixa privado para o público na forma de imposto.



LEITURA DINÂMICA
-Nova chance: a partir desta segunda-feira, as empresas que têm dívidas com o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) devem procurar as agências da Caixa Econômica Federal para regularizar a situação e quitar os débitos.
-É que o prazo para a quitação integral das dívidas do FGTS foi prorrogado para o dia 30 de junho. Antes da prorrogação, a data-limite para o pagamento era 31/1.
-O governo reduziu os encargos sobre as dívidas com o fundo. Cerca de 2.000 empresas já regularizaram a sua situação em relação ao encargo trabalhista, pagando R$ 360 milhões.
-Segundo o diretor de Benefícios da CEF, Renato Corrêa, à Agência Folha, há hoje 250 mil empregadores com débitos no FGTS, somando cerca de R$ 8 bilhões.
-A CEF está fazendo um esforço para ajudar as empresas que enfrentam dificuldades. A ampliaçãod do prazo é uma manifestação de boa vontade para com essas empresas.
-Entre as vantagens oferecidas para as empresas que pagarem as dívidas com o fundo estão a redução da multa e dos juros mora, que ficam progressivamente menores de acordo com o tempo de atraso no recolhimento.

DROPS
Manejo Coopavel e Zeneca estão lançando o projeto ‘‘Escola no Campo’’ para uso correto de defensivos agrícolas. O alvo são as crianças que também serão estimuladas a proteger o ambiente.
Calha A Supra First, está lançando a ‘‘calha beira’’, em PVC, que permite melhor aproveitamento de águas de chuva na zona rural. É indicada para escoamento em coberturas de grande porte.
Reaproveita Oferece outras alternativas de aplicação. Uma delas possibilita que a água captada nos telhados seja reaproveitada em serviços de limpeza de estábulos e galpões, em ordenhadeiras, na irrigação de áreas de pastagens e na alimentação de animais.
Em PVC Antes da novidade, o mercado só dispunha de calhas em PVC para telhados de pequeno porte. Em áreas maiores, eram empregadas calhas metálicas, mais caras.
Modular O sistema de instalação é modular para ser adaptado em qualquer tipo de telhas, informa o press release da Supra First. Informações: 47 422-6657/946-7613.