Oswaldo Petrin
Marketing para o café
Finalmente um evento para tratar do marketing de café. É possível que depois do 1º Encontro Nacional dos Cafés do Brasil, na próxima sexta-feira, em Belo Horizonte, a imagem e do café brasileiro nunca mais será a mesma.
Seguinte, devido à concorrência acirrada com o café colombiano, os produtores e todos que integram a cadeia produtiva do café sentiram a necessidade de divulgar a qualidade do nosso café no mercado internacional. Com isso, as iniciativas de marketing foram surgindo de maneira isolada, culminando na concorrência interna.
O que se pretende agora é trabalhar em conjunto, de forma mais homogênea. O encontro de Minas Gerais quer incentivar a união das regiões produtoras. O Encontro - que reúne personalidades do setor e compradores internacionais - vai encerrar com o Concurso de Qualidade Café Gourmet, em parceria com instituições como Organização Internacional do Café e Organização Mundial do Comércio.
Entre ministros e outras autoridades falará o presidente do Conselho Nacional do Café, Gilson Ximenes, fará a discurso de abertura. O Paraná foi convidado a expôr seu novo modelo de café. O presidente do Iapar, Florindo Dalberto, que também é gerente da Câmara Setorial do Café, será um dos palestrantes.
Mesmo representando apenas 7,60% da produção nacional, o Paraná se impôs pelas inovações criadas pela pesquisa. O novo modelo incorpora diversificação agrícola, adensamento de cafeeiros e manejo de solo, pragas e doenças. São lavouras produtivas com variedades resistentes à doenças.
O novo modelo deu certo porque é resultado do Plano Integrado para a Revitalização da Cafeicultura do Paraná, marcado pelo plantio adensado, e principalmente porque envolve instituições públicas e privadas, cada um fazendo sua parte.
Em abril do ano passado várias instituições desenvolveram a campanha Café Qualidade Paraná, visando entre outras técnicas, a colheita seletiva
processamento, secagem etc. São 320 técnicos que atendem 19 mil propriedades em 210 municípios.
Análises em 597 amostras, coletadas na última safra para validar a campanha, resultaram 76,7% de bebida dura a mole e tipo 6 para melhor. Um bom aferidor de qualidade.
Estes são alguns dos dados técnicos que serão apresentados no evento de Belo Horizonte. Tudo não passaria de mais uma palestra para submeter o modelo à crítica de especialistas e enriquecer novas ações. Mas não é só. No auditório estarão importadores, técnicos da indústria nacional, enfim agentes do mercado e do governo. Uma ótima oportunidade para divulgar a qualidade do café paranaense.
LEITURA DINÂMICA
-O Paraná, em menos de 10 anos, chegou a 39.988 ha de café adensado, 25% da área total de 156.394 ha. Fonte: Deral, Emater, Iapar. Os produtores fizeram opção rápida pelo novo modelo.
-Com produtividade média do café adensado em produção de 39,9 sacas/ha, a colheita paranaense da última safra alcançou 2,4 milhões de sacas, 7,5% da produção nacional.
-Setores envolvidos na campaanha da qualidade, não têm dúvida de que o processo é irreversível. Falta, contudo, um projeto normativo, para reger e definir a questão qualidade.
-Importante, neste momento, é que dados sobre a qualidade do café do Paraná vão ser mostrado em Belo Horizonte aos olhos de dezenas de agentes do merdado interno e externo.
DROPS
Frango/consumo
Trigo Entre as importações que passam pelo porto de Santos, o movimento que mais cresceu em 99 foi o do trigo, que subiu 11,4%, atingindo 1,71 milhão de toneladas, segundo a Codesp (Agência Folha).
Açúcar O açúcar foi a mercadoria de maior movimento no porto de Santos em 99. As exportações do produto atingiram o volume recorde de 6,97 milhões de toneladas, +89,9% sobre o ano anterior.
O consumo de carne de frango no país cresceu 10,6% em 99 sobre o ano anterior. Cada pessoa passou a consumir 29,1 quilos de carne de frango no ano passado, contra 26,3 quilos no ano anterior. Fontes: Apinco e AF.
Exporta A meta dos exportadores de carne de frango para este ano é faturar US$ 1 bilhão, embarcando 900 mil toneladas. No ano passado, as exportações brasileiras geraram receita de US$ 875,38 milhões (+18,5%).





