Oswaldo Petrin
A didática do pacote
Diferentes na maneira como são colocadas, as opiniões das lideranças agrícolas do Paraná - sobre a medidas elencadas pelo governo para estimular a agricultura -, acabam convergentes. São medidas tímidas, diz o presidente da Faep, Ágide Meneguette. Com ele concordam dirigentes de sindicatos e cooperativas. Meneguette acha que, nem de longe, as medidas retribuem o que a agricultura ofereceu para garantir a estabilidade econômica nos últimos anos.
A Ocepar acha corretas as medidas pelo que elas representam a médio prazo. Uma a uma as medidas mostram saldos positivos, na análise de Nelson Costa, assessor econômico da Central. Este jornal vai tentar publicar as opiniões de Meneguete e Nelson Costa neste final de semana. Não pela simples habitual repercussão. Mas pela análise e riqueza de dados que incluem. E a análise de Edison Ponti, é bem mais detalhada do que está sendo divulgado.
Por que esta preocupação, agora?. Porque são medidas que requerem interpretação e uma certa didática. São singulares. É verdade que foram tomadas por pressão de setores não agrícolas. O financiamento do BNDES para tratores, por exemplo, é um pleito dos fabricantes, para alavancar vendas de um crescente estoque a ser desovado. A internacionalização do mercado de futuros, é uma velha reivindicação da Bolsa paulista. As adequações à CPR garantem a reinserção do Banco do Brasil como agente de fomento e crédito à comercialização.
Só que todas elas beneficiam a produção. Ou, também a produção. Pena que, como disse Meneguette, são tímidas. E, como disse Ponti, vêm para socorrer outros setores.
Ocepar define bem: As medidas anunciadas são importantes e necessárias para modernizar e dotar a agricultura de novos mecanismos, especialmente no tocante a busca de sistemas de proteção aos agricultores(seguro rural), redução de custos, e busca de novas formas para autofinanciamento da produção e comercialização. Todavia, esses objetivo somente serão alcançados a médio e longo prazo, quando o mercado absorver e passar a operacionalizar os instrumentos criados, bem como, quando o Congresso aprovar os Projetos de Lei referidos, juntamente com a reforma tributária que venha desonerar a produção e dar maior competitividade aos produtos nacionais no exterior.
LEITURA DINÂMICA
-As exportações de frango durante 1999 ficaram em 770.552 toneladas, um volume 26% superior ao registrado em 1998. A receita cambial obtida em 1999 ficou em US$ 875,377 milhões, superior em 18,5% à registrada em 1998.
-A desvalorização do real tornou a carne de frango brasileira competitiva no mercado externo. Foram incorporados 27 novos mercados na lista de consumidores de carne de frango do Brasil.
-As exportações de carne suína brasileira em 1999 somaram 81.842 toneladas. O volume exportado é recorde e 0,34% superior às 81.565 t embarcadas em todo o ano de 1998.
-Os principais mercados importadores de carne suína brasileira foram, em 1999, Hong Kong, Argentina e Uruguai.
DROPS
Leilão/café Ministério da Agricultura decidiu ontem por mais um leilão de café que não estava previsto. Será dia 27, pelo sistema eletrônico do BB.
Leilão/oferta Serão leiloadas 150 mil sacas. O último leilão, dia 12, vendeu 141,76 mil sacas, das 150 mil ofertadas. Funcafé faturou R$ 23 milhões.
Quinzenais Os leilões de café serão quinzenais daqui para a frente, com o objetivo de ofertar a mesma quantidade (300 mil sacas) que ofertou no final do ano passado ao mercado.
No Paraná O café a ser leiloado no dia 27 é de diversas safras (81/82, 86/87, 87/88 e 93/94); 105 mil sacas estão estocadas no Paraná, 38.750 sacas em Minas Gerais, e 6.250 sacas em São Paulo.
Tirrefação Tudo pela indústria. Os leilões quinzenais visam garantir o abastecimento à indústria nacional de torrefação e moagem.





