Fim dos leilões
O governo realiza hoje, à partir das 9 horas, mais um leilão de 60 milhões de litros de álcool hidratado através do sistema eletrônico do Banco do Brasil. Após esta operação, deverá suspender os leilões quinzenais que vem realizando desde o final de novembro porque os preços do produto no mercado interno já se estabilizaram, segundo informou a Agência Estado o secretário de Produção e Comercialização do Ministério da Agricultura, Paulo Cesar Samico. Em dezembro o impacto dos preços do álcool na inflação medida pela FIPE foi praticamente zero.
Com o leilão de hoje o governo terá colocado 180 milhões de litros de álcool
hidratado provenientes dos estoques da Petrobrás no mercado desde o final de novembro passado, quando começou a especulação com os preços em função do fim do subsídio, no dia primeiro de novembro, que as distribuidoras recebiam.
Samico disse que a decisão final sobre a suspensão ou não dos próximos leilões será avaliada em reunião a ser realizada no próximo dia 20 pelo grupo técnico que assessora o CIMA (Conselho Interministerial do Açúcar e do Álcool).
A suspensão dos leilões não significa que o govenro irá abandonar a idéia. Toda vez que houver necessidade de ofertar álcool para equilibrar o abastecimento e, consequentemente, reduzir os preços, o governo realizará novos leilões.
Os estoques oficiais de álcool eram de 1,100 bilhão de litros. Com os 120 milhões de litros que já foram leiloados e mais os 60 milhões que serão ofertados hoje, ficará em pouco menos de um bilhão de litros. Samico observa que esta quantia corresponde ao consumo de um mês.
O governo também deverá aumentar a oferta de café de seus estoques oficiais à indústria de torrefação a partir deste mês, segundo o secretário de Produção e Comercialização do Ministério da Agricultura, Paulo Cesar Samico. A intenção é promover leilões quinzenais e dobrar a oferta para 300 mil sacas/mês.
A razão para dobrar a oferta de café à indústria, se deve a necessidade de garantir o abastecimento interno. O governo possui um estoque de 7,7 milhões de sacas de café de safras antigas. O primeiro dos 12 leilões programados para este ano foi realizado na última quarta-feira e foram compradas pela indústria cerca de 95% das 150 mil sacas de café arábica ofertada.



LEITURA DINÂMICA
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O presidente do STF, ministro Carlos Velloso, suspendeu por liminar um decreto do governo do Paraná que concedia benefício fiscal no Estado às empresas das áreas de carnes e miúdos comestíveis e farinha de trigo.
-A concessão do benefício deveria terminar em 31 de janeiro. A liminar impede novas prorrogações. As empresas que quisessem se instalar no Paraná tinham a garantia de pagamento de alíquota de ICMS de apenas 7%, contra os 12% cobrados pelos outros Estados.
-A liminar foi concedida em ação direta de inconstitucionalidade apresentada pelo Rio Grande do Sul. A decisão de Velloso será submetida aos outros dez ministros do STF a partir de fevereiro, quando termina o recesso forense.
-O benefício oferecido pelo Paraná era um esforço do atual governo para industrializar o Estado, gerar riquezas e novos empregos.
-Essa decisão representa uma vitória do governador do Rio Grande do Sul,
Olívio Dutra (PT), em guerra fiscal com o governador do Paraná, Jaime
Lerner (PFL).

DROPS
Soja
Baggio 2 A medida, segundo Baggio, impede qualquer possibilidade de recurso ordinário para instância superior. Produtor fica alijado de um direito elementar à qualquer cidadão de recorrer da sentença. A gente volta ao assunto neste final de semana.
Baggio O produtor Wilson Baggio, de Cornélio Procópio enviou carta ontem ao ministro Dornelles, do Trabalho e Emprego, apontando falhas na adoção do Procedimento Sumaríssimo em processos trabalhista de até 40 SM *R$ 5.440,00). O valor é muito alto para uma agricultura descapitalizada.
O indicador de Preços da Soja Esalq/BM&F ficou em R$ 19,99/saca (+0,65%). Em dólar, o indicador registrou US$ 11,03/saca (+1,75%). O Indicador é calculado pela Esalq com base nos preços praticados no mercado disponível em cinco praças do Paraná.
Milho/alta O indicador de milho, calculado
pela FGV/BM&F, ficou em R$ 15,67/saca (+0,26%). Em dólar, a cotação ficou em US$ 8,64/saca (+1,29%). O valor a prazo ficou em R$ 16,20/saca (+1,25%). (Agência Folha).
Café/futuro Contratos de café para março, ontem, em Nova York: 118,55. Para setembro, 125,60. Preço do tipo 6 para melhor, em Londrina, ontem: R$ 215,00; cafés finos da Mogiana: R$ 240,00. Fonte Bourbon Corretora, de Londrina.

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