Oswaldo Petrin
De volta ao mercado
Pratini de Moraes prepara a volta do governo ao processo de comercialização de alguns produtos agrícolas. Certo ou errado? Certo. Agora quer fazer com o arroz o que anunciou para o milho, que já se convencionou chamar de pacote do milho.
Pretende estender aos produtores os contratos de opção. Este mecanismo assegura ao agricultor o direito de vender o produto ao governo, caso os preços do mercado estejam abaixo do preço mínimo oficial à época da comercialização. A informação foi prestada ontem, à Agência Estado, pelo secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Benedito Rosa do Espírito Santo, após a cerimônia de posse no cargo.
Não há preocupação imediata em formar estoques de arroz, até porque ainda há um estoque de 840 mil toneladas. Além dessa quantia estocada, haverá um suprimento na oferta com um excedente de 1 milhão de t da safra 2000/2001, dos países do Mercosul.
Ontem, na posse de Benedito (o ministro também deu posse ao novo presidente da Conab, Antonio Carlos da Silveira Pinheiro), o ministro Pratini, enfatizou que a preocupação dele é propiciar maior renda ao produtor rural.
No mais, o rolou na cerimônia foram discursos. Pratini falou, em dado momento que as seguradoras do setor privado não sabem o que estão perdendo não entrando na agricultura...
Crescimento industrial Tudo bem, compreende-se que a base de comparação é baixa, mas a produção industrial do país cresceu 4,3% em novembro, em relação a igual mês do ano anterior, segundo o IBGE. E projeta crescimento para este primeiro trimestre tradicionalmente recessivo. O número acima é uma média. Em alguns estados o crescimento foi maior, em outros não. No paraná a queda foi de 7,5%/. São Paulo cresceu 3,%.
A queda no Paraná é explicada pelo desempenho negativo da indústria de material elétrico e de comunicações (-50,5%) e de madeira (-27,2%).
No acumulado do ano a indústria paranaense produziu menos 0,2%. Já nos 12 meses até novembro foi registrado aumento de 1%.
LEITURA DINÂMICA
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Nas lavouras do Sul ainda não há umidade suficiente, mas as chuvas que vêm ocorrendo no Sudeste estão recompondo os reservatórios das hidrelétricas e afastando qualquer risco de racionamento de energia elétrica.
-Enquanto aqui o déficit hídrico perdura em todas as regiões, lá, nos primeiros nove dias de 2000, choveu quase 90% do que normalmente choveria no mês de janeiro inteiro, confirmou o secretário de Energia do Estado de São Paulo, Mauro Arce.
-E, ao contrário do que ocorre em Itaipu, houve uma melhoria acentuada nos reservatórios das usinas hidrelétricas em território paulista. As hidrelétricas do Rio Tietê também estavam com seus reservatórios reduzidíssimos. (Fonte: Agência Estado).
-Estas notícias vêm confirmar a afirmativa de que a seca este ano foi geral, irrestrita e teimosa. Dá para entender, portanto, a alta do milho, do boi, etc.
DROPS
Milho/Bolsa O milho brasileiro mexe com o mercado internacional. Ontem, nos Estados Unidos, as notícias de importação de milho americano pelo Brasil, assim como as condições climáticas que têm afetado as lavouras da Argentina, estão movimentando a Bolsa de Chicago, segundo a FNP Consultoria.
Nada contém o preço do boi em São Paulo. A entrada do boi de Mato Grosso do Sul (R$ 37,50/arroba) é impossível pois o gado de MS teria de ficar em quarentena. O Estado não é considerado livre da aftosa, ao contrário do Paraná.
Boi a R$ 43,00 A falta de boi no mercado e o aumento por sua procura estão pressionando o preço da arroba, apesar dos poucos negócios. Ontem, no Estado de São Paulo, houve alguns negócios a R$ 43,00 por arroba, informa o Vaivém das Commdities.
Milho/Chicago O preço do milho na Bolsa de Chicago subiu 3,98% ontem, passando para 215,50 centavos de dólar por bushel. No acumulado dos últimos 30 dias, o aumento chega a 14,32%.
Soja/Goiás Do Vaivém das Commodities: os preços da soja em Goiás começam a ter uma recuperação com a aproximação da colheita do produto precoce. Ontem, a saca foi negociada na região a R$ 17,10, com alta de 1,80% na semana. Veja na coluna mercado as mudanças no Paraná e Chicago, ontem.





