Oswaldo Petrin
-Os Estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina voltam a complicar o mercado de carnes e animais. A pretexto de passar uma imagem positiva para o Escritório Internacional de Epizootias, situado na França, catarinenses e gaúchos retomam a barreira na divisa, sugerindo que o Paraná e outros Estados não cuidam bem da sanidade animal. Convehamos que eles têm uma certa razão. Mas a proibição é meio política. Tanto pressionaram que o governo federal cedeu. É para fazer tipo, como comentou ontem um diretor da Associação Paranaense de Suinocultore, que exibia o Diário Oficial da União comunicando a proibição determinada pelo Ministério da Agricultura, através da Secretaria de Defesa Sanitária.
-No caso do Paraná, conforta saber que este Estado será alvo de revisão de estudos que pode culminar com o reconhecimento como sendo zona livre de aftosa. Deve acontecer em julho.
-O governo federal aceita a pressão e decreta a proibição. Todos perdem com isso. A entrada de carnes e animais vivos nos Estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul está proibida desde ontem, segundo portaria da Secretaria de Defesa Sanitária do Ministério da Agricultura publicada no Diário Oficial da União. A medida tem o objetivo de garantir a condição dos dois Estados de zona livre de febre aftosa com vacinação, adquirida semana passada após declaração do governo brasileiro junto ao Escritório Internacional de Epizootias (EIE), na França.
-O secretário de Defesa Agropecuária do Ministério, Ênio Marques, explicou que qualquer animal bovino, bubalino, ovino ou caprino de outra área do País, terá de ser submetido a uma série de testes e análise de risco para entrar nos Estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. É como se tivéssemos dois países, disse o secretário referindo-se aos Estados brasileiros com e sem febre aftosa.
-De acordo com a portaria 57 publicada ontem, a importação de animais suscetíveis à febre aftosa com destino aos dois Estados só será autorizada para animais nascidos e criados em países, regiões ou zonas livres da doença. Como no Brasil apenas Rio Grande do Sul e Santa Catarina foram declarados internacionalmente como áreas livres da doença, qualquer outro Estado que queira exportar carne para lá terá de se submeter a testes como se fosse vender para outro País.
-Segundo Ênio Marques, o Rio Grande do Sul costumava importar costelas bovinas de Mato Grosso do Sul, operação que agora está proibida. Os próximos Estados onde o Ministério fará levantamentos com vistas ao reconhecimento como zonas livres de aftosa são Paraná, Mato Grosso e Goiás.Seguro





