O leitor e a supersafra
Sábado dia do leitor sugerir, criticar, desabafar (por telefone, carta, fax, e-mail, pessoalmente:
José C. João, Apucarana: (sobre a supersafra do ministro Pratini): ‘‘É aceitável que o governo anuncie abumdância na produção de alimentos para evitar inflação de escassez. Mas o que temos visto são discursos para a mídia em prejuízo dos preços ao produtor antes mesmo do fim da safra. Não me parece justo que o ministro Marcos Vinícios Pratini de Moraes, com a autoridade de ministro da Agricultura, anuncie com todas as letras que teremos uma supersafra, quando ele sabe que isto não está se concretizando...
‘‘A experiência de agricultor (e comerciante) de vários anos me leva a apontar as consequências de previsões levianas: o mercado ou trava, ou opera durante longas semanas com tendência de baixa; os preços internacionais das commodities agrícolas podem cair em prejuízo de quem exporta, caso do Brasil. Os especuladores fazem compras antecipadas as preços baixos; os intermediários do interior aproveitam para pressionar o preço para baixo no seu bairro ou município...
Marcos T. Severino, Andirá (sobre supersafra do ministro Pratini): ‘‘Quando a verdade vem à tona, em que ficam claros os números dos prejuízos, aí então toda mercadoria está na mão dos intermediários e o consumidor não se beneficia da virtual superprodução. Até porque ela só existiu na cabeça do ministro’’.
Luiz C. Bessa, Ivaiporã (sobre preda de renda agrícola): ‘‘Com muita propriedade, o presidente do Sindicato Rural de Londrina, Edison Mazei Ponti, declarou nas páginas desse jornal (9/1/, página 8) que enquanto a agricultura perde renda - e poderiam ser muitos os exemplos -, o carro popular passou de R$ 7,6 mil para R$ 16 mil. Durante o Plano Real foi assim mesmo. Os setores industrial e financeiro prosperaram e o setor primário pagou as contas e ainda salvou a balança de pagamento.
‘‘Parabéns, portanto, pelo comentário. Só queria acrescentar que no caso do milho - um dos produtos citados na comparação do sr. Ponti - a disparidade é maior do que a mencionada (‘‘o milho, no início do plano do Real, caiu de R$ 8,00 para R$ 4,50/saca’’), pois aqui na nossa região, em meio a tantas incertezas do plano então recém-implantado, muitos não conseguiram receber mais que R$ 4,00 por saca de milho. E quanto à comparação do preço em dólar naquela época, embora concordando com a comparação de que os preços de hoje são os mesmos daquela época, devo dizer que o preço é o mesmo sim, porém os insumos não eram tão caros. Logo, se o preço nominal da mercadoria era o mesmo, pelo menos a renda, com certeza caiu muito’’.



LEITURA DINÂMICA
-No leilão eletrônico de álcool etílico hidratado, da Petrobrás, realizado ontem, pelo Banco do Brasil, foram comercializados 60 milhões de litros (100% da oferta).
-No total, foram arrecadados R$ 23,5 milhões. O preço máximo ficou em R$
0,412 por litro e o mínimo a R$ 0,381. O preço médio foi R$ 0,393.
-O mercado de massas alimentícias fechou 99 com um balanço positivo apesar dos problemas que enfrentou. Além da forte desvalorização cambial, outro fator que afetou o setor foi a queda no mercado institucional.
-O governo, que em 1998 comprou 95 mil toneladas de macarrão, no ano passado só comprou 25 mil t. Mesmo assim, segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Massas Alimentícias (Abima), o crescimento do setor é de 2%.
-Até agora a seca provocou perda de 26,% na produção de milho do Mato Grosso do Sul e 16% na safra de soja. No Rio Grande do Sul 90 municípios em Estado de calamidade.

DROPS
Café Preços internos e externos do café caíram ontem. Na Bolsa de Nova York, contratos para entrega em março caíram 5,06%, passando a 112,55 centavos de dólar por libra-peso.
Café 2 Os negociadores de café em Minas Gerais atribuíram a queda ao aumento da oferta em Nova York. No mercado interno, o preço do café recuou em média 2,18%, passando para R$ 232,33/saca.
Café 3 Cofés tipo 6 bebendo duro ficaram em R$ 210,00 no Paraná, segundo a Bourbon Corretora, de Londrina.
Feijão O preço do feijão continua despencando. Ontem, no atacado, a queda foi de 2,41% na Bolsa de Cereais de São Paulo. No acumulado dos últimos 30 dias, a retração já é de 28,3% (Vaivém das Commodities).
Milho fecha a semana estável, depois de altas sucessivas no atacado. Mercado comprador. Veja quadros abaixo.
Arroz As poucas chuvas nas regiões produtoras gaúchas não atendem às necessidades. Se não chover bem em duas semanas, haverá problemas nas áreas que já estão secas. Fonte: Brandalizze Consultoria.

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