Tecnologia de alimentos
Convênio assinado quinta-feira entre o Serviço Brasileiro de Apoio às Micros e Pequenas Empresas (Sebrae) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVS), vai facilitar o acesso de pequenas indústrias a um programa recém-criado de capacitação gerencial e tecnológica para assegurar a qualidade dos alimentos.
Recente pesquisa da Federação das Microempresas mostrou que entre os entraves à exportação e até mesmo à própria competitividade interna estão: a) falta de padronização dos produtos, selo ou controle de qualidade, certificado de origem de componentes ou insumos, d) falta de confiabilidade em relação às informações – às vezes contraditórias - constantes de rótulos como: data de vencimento, ingredientes, etc.
São gargalos que podem ser resolvidos através de programas de treinamento e qualificação sem, necessariamente, envolver toda estrutura da empresa - que, em geral têm pouco capital disponível -, em programas mais ousados.
O programa que está sendo anunciado, intitulado ‘‘Boas Práticas de Fabricação’’, contará com investimentos de R$ 2,893 milhões durante um ano, sendo que desse total 70% serão aplicados pela Secretaria Especial de Vigilância Sanitária e os 30% restantes serão financiados pelo Sebrae. A intenção é treinar 2.500 técnicos que irão trabalhar na capacitação de 2.100 micros e pequenos empresários em todo o País. Também serão produzidos manuais, folders, cartazes, vídeos, e realizados seminários e cursos destinados a capacitar técnicos e empreendedores visando a melhoria da qualidade da produção de alimentos.
Os benefícios indiretos se estendem ao consumidor. O diretor de alimentos e toxicologia da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Ricardo Oliva, explicou sexta-feira à Agência Estado, que em função da desregulamentação do setor de alimentos será menos burocrático o procedimento para obter um registro de qualidade para os alimentos. Daí, a preocupação em permitir que o produtor tenha acesso a um processo tecnologicamente adequado de produção.
A intenção do programa é a de identificar os principais problemas sanitários das indústrias e implementar soluções rápidas para eliminá-los através do projeto, informa Sérgio Moreira.
Um país que pretenda investir em turismo, por exemplo, não pode conviver e apresentar um quadro sanitário deficiente na comercialização de alimentos.



DROPS
Macarrão A partir de amanhã, uma semana de folga para os cereais que fazem parte da dieta básica do brasileiro. Folga com relação a preços. O consumo está direcionado para massas. Tempo de festas, temporada de macarrão.
Preço O mercado atacadista não compra nem vende neste período, com algumas naturais exceções. A Bolsinha paulista, se manter a tradição, fecha três dias na semana. Um pouco por conta do varejo, que recua com a queda do consumo.
Atacado Mas também porque as redes de super-hipermercados suspendem as compras nesta época. O feijão cujo preço desabou 34,2% em um mês terá chance de cair mais um pouco.
Uma saca de feijão que fechou novembro entre R$ 65,00 e R$ 70,00, caiu quinta-feira para menos de R$ 50,00. O arroz mantém preços mas perde o consumo.

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