Oswaldo Petrin
Dia do Leitor
Leitor/custo Sábado é dia do leitor se manifestar (fax, telefones ou e-mail): Devair S. Theodoro, de Maringá: A Folha vem publicando os lucros dos produtores com o milho. Gostaria que publicassem sobre os custos de produção e alta dos defensivos. E o preço que a maioria vendeu seu produto, comparando aos preços de hoje...
Leitor/Pratini Duilio C. Z. Polletto, Cascavel: Cada vez que o ministro estufa o peito para anunciar uma supersafra, imagino sua excelência em cima de um trator, em banhado de pó e suor, e, então, me orgulho muito de ser seu colega de roça. Às vezes, chego a pensar que ele foi quem produziu a tal supersafra sozinho...
Leitor/trigo De Sérgio Dotto, pesquisador da Embrapa (melhoramento e fitotecnia) e presidente da Associação dos Engenheiros Agrônomos de Londrina, defendendo a rentabilidade do trigo e discordando de informações publicadas nesta coluna.
O preço do trigo sempre vai variar em função do preço do mercado internacional. Digamos que varie entre US$ 90 e US$ 140/tonelada Fob nos portos de origem. Essa variação é influenciada por maior demanda entre os países importadores.
Se temos preço de US$ 130,00/t, este preço paga o custo de produção. Esse custo varia de produtor para produtor. Produtividade de 2,5 mil kg/ha é rentável. Essa produtividade é comum. No município de Londrina, por exemplo, a média é de 2.522 kg/ha.
Não é impossível obter produtividades em torno de 2,5 mil kg/ha. Em São Sebastião da Amoreira temos produtores que conseguiram 3,5 mil kg/ha, é o caso da Fazenda Canadá, por exemplo.
Produtores da região da Coamo têm produtividade de 3,750 mil kg/ha. A Coamo representa agricultores do Oeste e região Central do Paraná. É, portanto, representativa.
Problema maior do trigo não é qualidade nem tecnologia, mas de política que garanta uma boa comercialização.
Dotto também está informando que de 21 a 24 de fevereiro será realizado em Londrina o Seminário Técnico do Trigo, promovido pelo Iapar e Embrapa, para discutir toda cadeia produtiva do trigo.
LEITURA DINÂMICA
-Três dias após o ministro da Agricultura ter anunciado supersafra e dizer que os preços dos alimentos não vão puxar a inflação, veio o IBGE e disse que a falta de produção decorrente da seca vai causar inflação.
-Três dias após o Comitê de Política Monetária (Copom) ter decidido manter as taxas de juros em 19%, vem o presidente da República e diz que os juros podem ser elevados para segurar a alta de preços. No mercado, dólar caiu ontem.
-Para quem se impressionou com a ameaça de FHC, alguns técnicos arriscam um palpite: o Banco Central deverá manter essa postura conservadora também em janeiro, quando se realiza a próxima reunião do Copom.
-Entre os que pensam assim está o ex-presidente do BC, Gustavo Loyola. Seria precipitado mexer nos juros atualmente, segundo ele. Loyola é bananeira que já deu cacho mas tem informações. De lá de dentro do BC.
DROPS
TRIVIAIS Arroz e feijão são itens de pouco interesse nesse período do ano. O varejo se preocupa mais com os produtos típicos da época, diminuindo as constantes promoções com os cereais. Ocorre mais nos supermercados.
QUEDA O menor interesse por esses produtos acaba segurando, ou até derrubando, os preços. O feijão carioquinha, que era negociado a R$ 66,5 por saca na Bolsa de Cereais de São Paulo no início do mês, estava ontem a R$ 51,50 (Vaivém das Commodities).
BOI GORDO O valor à vista, em reais, do indicador do boi gordo, em SP, subiu ontem 0,22% para R$ 40,42/arroba. Em dólar, o preço subiu 2,05%, para US$ 22,36/arroba. A prazo, a cotação ficou em R$ 41,13/arroba (+0,22%). Fonte: BM&F.
SOJA O Indicador de Preços da Soja Esalq/BM&F ficou em R$ 19,17/saca (-queda de 0,73%). Em dólar, o indicador registrou US$ 10,60/saca (+1,05%). O Indicador é calculado pela Esalq com base nos preços praticados no mercado disponível em cinco praças do Paraná.





