Trimestre difícil
-Dados da Fiesp, Confederação Nacional da Indústria, Sebrae e principalmente do próprio governo convergem para o mesmo diagnóstico: recessão no primeiro trimestre do ano será maior do que ocorre tradicionalmente. E pode se prolongar para abril. Foi agravada pelo atraso na safra que adia todas as demais atividades produtivas, a começar da comercialização que movimenta o comércio.
-O governo não estava subestimando os efeitos da seca na agricultura, como chegaram a criticar alguns técnicos. Tanto que mantém as previsões de safra. Mas já pode dispor de dados suficientes de que o atraso geral na colheita de grãos, amplia o período recessivo.
-Para o ministro Pratini de Moraes, o governo quer se antecipar a uma eventual disparada de preços dos alimentos de origem vegetal e toda a cadeia alimentar que tem como base o milho, caso da carne de frango.
-Este cenário rebate, inclusive na reunião desta semana do Comitê de Política Monetária do Banco Central. A reunião será na próxima quarta-feira e vai discutir novas taxas de juros.
-Embora não oficialmente não há nenhuma relação entre a previsão de crise e a política monetária traçada pelo Banco Central, o quadro não deixa dúvidas de que o caminho é um ‘‘afrouxamento’’ das taxas para contrapor medidas recessivas.
-Há uma tendência a redução das taxas para aliviar um pouco a falta de liquidez na economia. Na última reunião, em novembro, o órgão frustrou as expectativas ao optar por manter a taxa de 19% e trocar o viés de baixa para o de neutralidade.
-O cenário não mudou muito desde então, segundo a Agência Folha. As incertezas geradas pelos índices inflacionários de outubro e de novembro não só levaram o BC a frear o ímpeto de reduzir a os juros básicos (Selic), como, na avaliação de alguns, podem obrigá-lo a elevar a taxa no próximo dia 15.
-Na análise do mercado, apesar de serem sinais positivos, as primeiras prévias de inflação de dezembro, que indicam uma tendência de queda dos índices, ainda são insuficientes para possibilitar uma redução dos juros.
-O presidente do BC, Armínio Fraga, tem repetido sua crença de que a
inflação vai recuar nos próximos meses e de que as atuais taxas de juros cerceiam o desenvolvimento do país.
-No entanto, Fraga e seus colegas de Copom parecem ter pouco o que fazer
nesta quarta-feira. ‘‘Não adianta o Copom reduzir os juros para 12% e criar uma bolha de crescimento, se isso não for sustentado’’, disse o presidente do BC na última quinta-feira (Agência Folha).



Supermercados
A semana começa com mais uma etapa da queda-de-braço entre torrefadores de café e supermercadistas. Não terminou, no Paraná, a briga entre supermercados e o setor hortifrutigranjeiros, que não aceita propostas indecorosas das grandes redes.
Torrefadoras
No caso do café, as indústrias querem repassar novos custos da matéria-prima para os preços, enquanto os supermercadistas relutam em colocar nas prateleiras produto com reajustes. Esta, pelo menos, é uma posição defensável.
Matéria-prima
Enquanto isso, a oferta cai. O mercado, semana passada, esteve quase parado, principalmente na quinta e sexta-feiras. No eixo Londrina Maringá não houve oferta. Em contrapartida, contratos de dezembro estavam cobertos. Então não houve demanda.
Definição
Se com o café a preços elevados as vendas já eram pequenas (produtores queriam uma definição melhor da extensão dos estragos da seca), com a redução de preços os negócios ficaram ainda mais difíceis (Vaivém das Commodities).
Recesso
Agentes do mercado cafeeiro no Paraná estão indicando: nas praças de Londrina, Maringá, Cornélio Procópio, Apucarana e Mandaguari, o mercado cafeeiro só retoma no início de janeiro. Haverá poucos negócios.

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