Oswaldo Petrin
Reforma tributária
-À medida em que as discussões sobre a reforma tributária avançam, aumentam as preocupações do setores produtivos com relação à abrangência do novo imposto, incidente sobre valor agregado, o IVA.
-Ontem, publicamos nesta coluna a posição dos atacadistas e distribuidores de produtos industrializados, através de sua entidade de classe a Abad, em e-mail enviado na sexta-feira. Dirigentes de outras entidades da agricultura e agroindústria também manifestaram sua preocupação. Há uma desconfiança generalizada de que o País pode deixar escapar uma boa oportunidade para desonerar a produção.
-A preocupação aumenta porque o Confaz entra em cena. Ontem houve reunião dos secretários de Fazenda, que compõem o Confaz, com a comissão que trata do assunto na Câmara Federal. Participou também o secretário da Receita Federal. O Confaz são políticos, invariavelmente representando estados quebrados, pressionados por municípios sem recursos, é quase certo que, numa hora dessas, os secretários apareçam para complicar, segundo tributaristas e empresários.
-Ontem, o Confaz aprovou o período de seis anos para a transição do sistema atual de arrecadação de tributos nos Estados de origem para um sistema de cobrança do imposto nos Estados de destino, onde são consumidos os produtos. Os Estados concordaram com a mudança, o novo tributo - o Imposto sobre o Valor Agregado (IVA) - continuará sendo cobrado nos Estados onde é concentrada a produção, e haverá um fundo em que esses recursos serão depositados para depois serem repassados aos Estados de destino.
-Com ou o complicador Confaz, o foco das discussões, esta semana, estará em cima das duas vertentes do IVA. 1) O IVA estadual seria definido em lei federal, e haveria um único regulamento para todos os Estados. Além disso, diferentemente do que ocorre hoje com o ICMS (um dos impostos a que o IVA vai substituir) o tributo deverá passar a ser arrecadado no local de consumo, e não mais no Estado de origem. 2) No caso do IVA da União, ainda não está definido se o governo pretende agrupar alguns dos impostos (como o IPI e a Cofins) num único tributo, ou se vai apenas optar por fazer uma modificação na tributação dos impostos já existentes, passando a cobrar o tributo sobre o produto ou serviço não mais sobre o faturamento, como é hoje, por exemplo na Cofins, mas sim sobre o valor agregado.
-Os políticos querem perpetuar a taxa do Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF) que aparece, sem disfarce, com a sigla Imposto Sobre Movimentação Financeira (IMF). O esforço dos setores produtivos é para que isto não passe na reforma.
-Segundo a Fiesp (AE, ontem), o tributo vai contra qualquer legislação moderna em vigor no mundo, por se tratar de um imposto cumulativo. A Abad já colocou esta preocupação na sua mensagem divulgada ontem.
Boi/PR: R$40,00
Preço da arroba do boi gordo ontem em Maringá - válido para o Norte e Noroeste do Paraná: R$ 40,00, pagamento em 30 dias, ou US$ 21,00, à vista. Fonte: FNP Consultoria, no seu boletim de ontem, que vaca gorda a R$ 35,50.
Boi/SP/alta
O valor à vista, em reais, do indicador do boi gordo Esalq/BM&F, ontem, subiu 0,29% para R$ 41,37/arroba. Em dólar subiu 0,86% (US$ 22,16). A prazo, a cotação ficou em R$ 42,28/arroba (+0,10%). Fonte: Vaivém das Commodities.
Carne bovina SP
As vendas de carne neste final de semana não puderam ser consideradas
boas, mas superaram médias anteriores. O quilo avulso de traseiro no atacado paulista foi negociado a R$ 3,20; o dianteiro, a R$ 1,90.
Soja Paraná
O indicador de Preços da Soja Esalq/BM&F ficou ontem em R$ 20,51/saca (-0,05%) no atacado. Em dólar, US$ 10,98 (+0,46%). O Indicador é calculado com
base nos preços praticados no mercado disponível em cinco praças do Paraná.
Cafés finos
O valor à vista do indicador do café Esalq/BM&F teve queda de 8,47%, (R$ 251,32/saca). Em dólar, preço caiu 8,00% e ficou em US$ 134,61. A prazo, a cotação ficou em R$ 253,39/saca (-8,49%). Veja preços no Paraná, nesta página.





