-A Cooperativa Agropecuária de Porecatu, Cofercatu, mantém sua situação sólida e ainda amplia algumas atividades como a da Destilaria, cujo início da moagem de cana foi comemorado dias atrás. Consegue crescer numa época difícil em que o ambiente macroeconômico é adverso para a maioria das empresas, inclusive cooperativas. E dá exemplo de prudência no seio do próprio cooperativismo. Não é de hoje que mantém esse ritmo ‘‘devagar e sempre’’ que transmite segurança aos fornecedores, associados e funcionários. Crescer, hoje em dia, é uma façanha. Segundo o empresário Antonio Ermírio de Morais, quem consegue empatar já pode ser considerado vitorioso.
-Enquanto as cooperativas - em sua grande maioria - enfrentam dificuldades iguais ou piores que às de uma empresa comum; ameaçam demitir e deixam de recolher contribuições previdenciárias; atrasam pagamento e colocam seu pessoal sob angustiante risco, a Cofercatu, entra ano e sai ano, permanece firme e enxuta, transmitindo confiança, como agora numa safra que começa com fé e união.
-Dezenas de cooperativas que quebraram nos últimos anos deixaram um rastro de prejuízos na sua região, com centenas de produtores sem proteção, além de desempregados. Quase afundaram centenas de fornecedores menores. Baixada a poeira, tiveram de ratear prejuízos com os cooperados.
-Podem-se fazer outras comparações: enquanto destilarias por este Paraná e Brasil afora não contam com mão-de-obra suficiente - porque a agricultura não conseguiu implantar a estabilidade que segurasse os trabalhadores na região - outras não conseguem absorver toda mão-de-obra, enfim, enquanto amargam problemas de toda ordem, a Confercatu celebra, unida, a temporada de safra.
-Trabalhadores e associados têm motivos de sobra para comemorar. Basta ver os números da função social e econômica da destilaria na região: vai garantir 1.600 empregos diretos em 10 municípios. Vai recolher para os cofres públicos R$ 3,5 milhões em ICMS e R$ 1,030 milhão em IPI. Dinheiro que pode voltar para Florestópolis em benefícios comunitários: saúde, escola, etc. Em benefícios diretos aos trabalhadores a Destilaria investiu, ano passado, mais de R$ 380 mil (e não R$ 380 como foi divulgado).
-Não é só isto. A cana ‘‘faz correr dinheiro’’, dizem pequenos comerciantes. Se a cooperativa vai bem, toda a cidade e região vão bem: do fornecedor de equipamentos ao empório da esquina. Enfim, a agroindústria está fazendo sua parte no Paraná, a julgar pela Destilaria da Cofercatu, que está mudando o perfil social de Florestópolis, missão que também se atribui à Pastoral da Criança, à comunidade e autoridades locais.Soja Fipe-BM&F

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