Carne mantém preços
-O preço da carne para o consumidor não cai. Também o preço do boi gordo ao pecuarista não deve ceder no Estado de São Paulo, referencial de mercado para todo o País. A informação sobre a tendência do preço da carne foi dada ontem pelo Sindicato do comércio Varejista de Carnes. O setor não espera queda de preço neste mês, mas só a partir de janeiro.
-Manuel Henrique Farias Ramos, presidente do Sindicato no Estado de São Paulo, diz que quem vai dar sustentação aos preços principalmente este mês é a população de baixa renda, aquela que não vai para o peru de luxo ou outra ave especial da época. Este tipo de consumidor só trocaria a carne bovina por um pernil. É questão de cultura e tradição, segundo ele.
-Farias Ramos diz que a população de baixa renda, que é o fiel da balança no setor, deve destinar um pouco mais de seus rendimentos para a carne
bovina neste período do ano. Já o consumo da população com renda de 5 a 20 salários mínimos, tradicional sustentadora do setor, deve ficar estável. O que se enquadra neste perfil vai diversificar o cardápio do fim do ano, mas jamais prescindirá do churrasco. Portanto, não há deslocamento de consumo de carnes nas festas de Natal e Ano Novo, o que existe é aumento de consumo, com espaço para outras carnes. Mão isto não é substituição da carne bovina.
-Por falar em carne, a Associação Paulista de Avicultura (APA), divulgou ontem através do Vaivém das Commodities, da AF, que o quilo de frango vivo foi comercializado em média por R$ 0,98 em novembro, contra o custo de R$ 0,83. Já o produto abatido foi vendido por R$ 1,41, com custo de produção de R$ 0,38, segundo José Carlos Teixeira da Silva, consultor da APA.
- Seara A Seara Alimentos S/A, empresa da Bunge, deverá encerrar o ano com o faturamento bruto de R$ 870 milhões, o que significa um acréscimo de 12% em relação ao ano anterior. Deste total 47% foram provenientes das exportações, cuja receita registrou um aumento de 53%. O vice-presidente da empresa, Sérgio Roberto Waldrich, disse ontem à Agência Estado que no próximo ano haverá investimentos de R$ 32 milhões, o dobro do desembolsado neste ano, desta cifra R$ 6 milhões serão absorvidos numa nova unidade fabril que deverá ser construída no Oeste de Santa Catarina ou Mato Grosso do Sul. onde serão produzidas anualmente 4 mil toneladas de carne processada, como por exemplo frango assado, nugetts, empanadosentre outros. A Ceara é a terceira maior indústria de carne do Brasil, sendo também o terceiro maior exportador e líder nas vendas externas de frango em corte. O líder de mercado é a Sadia, e a Perdigão tem o segundo lugar no ranking.
-Os alimentos de origem animal e vegetal já não estão puxando a alta dos preços da cesta básica. Ontem, por exemplo, quando os preços do comércio varejista subiram 1,28% batendo recorde durante o Planto Real, os alimentos (3,7%) dividiram a dianteira com materiais de construção (4,51%).



Novartis/Zeneca
A multinacional suíça Novartis AG confirmou ontem através de comunicado à imprensa que fechou um acordo para realizar a fusão da sua divisão de agronegócios com o setor agroquímico da empresa britânica-sueca AstraZeneca.
A fusão
A companhia originária da fusão, que se chamará Syngenta, terá vendas de US$ 7,9 bi. Será a maior do mundo em defensivos e a terceira em sementes. A sede será em Basiléia, Suíça, com ações nas bolsas de Zurique, Londres, Nova York e Estocolmo.
Demissão
Com a fusão, que deve ser concluída até o segundo semestre do próximo ano, as empresas pretendem reduzir seus custos em US$ 525 milhões e deverão cortar cerca de 3 mil postos de trabalho nos próximos três anos.
Executivos
Os acionistas da Novartis receberão 61% das ações da Syngenta e os detentores de ações da AstraZeneca 39%. O chefe do setor de agribusiness da Novartis, Heinz Imhof, será o presidente da Syngenta e Michael Pragnell, da Zeneca, será diretor.
Milho/pressão
Empresas paulistas intensificaram ontem as compras de milho no Paraná, confirmando previsão do gerente da Valcoop a esta página no início da semana. Além das praças de Maringá, Apucarana e Londrina, também no Oeste aumenta a pressão de demanda. Veja nos quadros abaixo.

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