Oswaldo Petrin
Na mira da Bolsa do Álcool
-Por essa, nem o mais pessimista dos usineiros poderia esperar. Seguinte: a Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae) do Ministério da Fazenda divulgou ontem parecer técnico recomendando que a criação da empresa Bolsa Brasileira de Álcool Ltda. (BBA) não seja aprovada. Da mesma forma o órgão se manifesta contrário à realização de convênio entre a Bolsa e 181 usinas e destilarias de álcool da região Centro-Sul.
-Portanto, se você pensa que quanto maior o número de agentes do mercado, maiores são as possibilidade fluxo...e que a bolsa é sinônimo de transparência - vai revendo seu conceito. Estão querendo dizer o contrário.
-De acordo com o parecer da Seae, a criação da empresa gera perdas ao consumidor final de álcool carburante, uma vez que a redução da concorrência na oferta do produto impõe uma elevação artificial dos preços, segundo avaliação da Seae.
-Detalhe, o parecer não é decisivo e tem como objetivo auxiliar o julgamento do processo pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
-O parecer também conclui que a criação da BBA estimula a coordenação entre os agentes rivais deste mercado, além de provocar perdas no bem estar social, devido à redução do excedente total do mercado de álcool combustível. A Seae também concluiu que a operação desestimula a realização do ajuste estrutural requerido pelas condições de mercado e inibe a busca permanente de ganhos de produtividade entre as empresas do setor.
-Ainda de acordo com o parecer técnico, a Seae concluiu que os benefícios alegados pela empresa são questionáveis ou simplesmente podem ser obtidos em curto espaço de tempo por medidas alternativas de menor impacto sobre a concorrência. A criação da Bolsa Brasileira de Álcool tende a acarretar maiores custos do que benefícios para a sociedade, tendo um efeito líquido negativo sobre a economia brasileira (Agência Estado, ontem).
-O parecer técnico da secretaria ressalta que a secretaria está pronta a participar junto com o setor sucroalcooleiro da elaboração de um programa de reconversão de capital e trabalho com o objetivo de um ajuste estrutural necessário no setor.
-A nota técnica destaca ainda - conforme a AE - que esse parecer destina-se à instrução do processo de criação de empresa Bolsa Brasileira de Alcool Ltda (BBA), em curso no Sistema Brasileira de Defesa da Concorrência. As usinas e destilarias que fizeram convênio com a BBA argumentam que a criação da empresa seria uma solução de emergência para garantir a sobrevivência do setor sucroalcoleiro.
Milho/Deral
Sobre o preço do milho argentino, em que a Cocamar não concordou com os números divulgados pela Agência Folha, o Deral enviou nota esclarecendo o assunto. A nota do Deral está assinada pelas técnicas Rossana Catiê e Vera Zardo e diz:
Milho/Deral 2
Informamos que o preço do milho argentino noticiado em R$ 12,20 no Vaivém das Commodities, dia 23/11/99 estava errado. O Deral repassou no seu boletim os preços variando de R$ 12,51 a R$ 13,20 CIF São Francisco SC.
Milho/Deral 3
Estes preços, dependendo do volume de lotes, estão baseados em dólar comercial de compra. Portanto, houve um erro de divulgação nos jornais, conclui a nota. Errar é humano, mas fica claro, portanto, que o erro foi de interpretação. Não foi do Deral.
Crédito
Como o assunto repercutiu entre os agentes de mercado, esta coluna acrescenta que o serviço do Deral é de confiabilidade indiscutível e tido como referencial nacional, graças à competência dos seus técnicos.
Ontem
O mercado do milho não sofreu alteração ontem tanto no preço ao produtor (R$ 11,40/saca no Paraná) como nos indicadores de atacado, calculados pela bolsa. Os preços são sustentados na alta pela pouca oferta da mercadoria.





