- O coordenador do Fórum Nacional da Agricultura, Roberto Rodrigues, utilizou a figura de uma virtual terceira guerra mundial (mercadológica) para dimensionar a concorrência do mercado globalizado. Entre outras coisas disse que o ‘‘importante agora é ser ágil, pois os mercados vão fluir com muita rapidez’’. Em sua opinião, a globalização da economia é a terceira guerra mundial, em que nenhum país e nenhuma pessoa podem se considerar fora dela. ‘‘Temos que produzir com eficiência, custo baixo e boa qualidade.’’
- Roberto Rodrigues falou no 3º Encontro Nacional de Secretários Municipais de Agricultura (Enasema), que se realiza em Brasília. O espaço que o Brasil pode ocupar no comércio agrícola mundial foi um dos principais temas debatidos ontem no painel ‘‘Mercado agrícola - efeitos da globalização da economia’’, realizado no encontro.
- A palestra de Roberto Rodrigues acabou sendo o fato mais importante do encontro cujas propostas acabam se diluindo nas mudanças de governos municipais. Os mandatos dos secretários reunidos no encontro de Brasília termina este mês e seus sucessores não são necessariamente signatários da mesma posição. Rodrigues colocou o consumidor como o centro das atenções do agronegócios em geral.
- ‘‘O senhor da guerra é o consumidor e ele não quer saber se o arroz que está comendo vem da Tailândia e de Goiás, mas sim se tem preço baixo e qualidade’’, avaliou.
- Rodrigues criticou os prazos de pagamento dados aos produtos importados, lembrando que as condições do mercado internacional afetam a capacidade brasileira de competir. Disse que o Brasil não pode perder tempo e colocou a educação como o principal fator para a conquista de novos mercados. ‘‘Com gente educada, conseguiremos ter organização e é disso que estamos precisando’’, observou.
- Ex-presidente da OCB, sempre aspirando a um cargo ministerial e muito prestigiado, Rodrigues ressaltou que existem mercados gigantescos para serem ocupados, como a China, que não tem mais terra agriculturável para a produção de alimentos. ‘‘O consumo per capita de açúcar na China é de 6 quilos por ano, enquanto no Brasil é de 42 quilos. Se cada chinês passar a consumir 10 quilos/ano, serão necessárias mais cinco milhões de toneladas por ano, exatamente o total que o Brasil exporta hoje’’, comparou.
- Apesar das evidentes dificuldades, o diretor do departamento de Economia Agrícola do Ministério da Agricultura, Benedito Rosa, também participante do Econtro, disse que as perspectivas são boas para o Brasil, já que as fronteiras agrícolas de outros países estão diminuindo.Cereais

- Quem segurou produtos para conseguir melhores preços está vendo a chance diminuir a cada dia. O milho está em queda, e o trigo pode seguir o mesmo caminho. O milho, contudo, ainda está bem. Mas o trigo é só tristeza.
Cereais 2
- A tendência de queda deve se acentuar nas próximas semanas. A partir de janeiro começa a chegar a produção de verão. Na metade de fevereiro começa a de soja. No caso do trigo, está chegando a safra argentina. É preciso vender logo.
Cereais 3
- Para abrigar essa nova safra, os armazéns devem se desfazer de parte dos estoques de 2 milhões de toneladas de trigo e de 1,5 milhão de toneladas de milho que ainda resta da última colheita. Conab, porém, diz que isto não é problema.
Frango SP
- A previsão de custos acentuados no final de ano para os granjeiros não se confirmou. Assim, o frango está perdendo preço. O quilo, que estava a R$ 0,85 há uma semana em São Paulo, recuou para R$ 0,70. Informe da ‘‘Agência Folha’’.
Frango 2
- A queda também ocorre no Paraná. A previsão é de que o quilo de frango
vivo recue para R$ 0,60 na segunda quinzena do mês. Motivo: as granjas
estão mais próximas dos armazéns de abastecimento de milho.

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