Oswaldo Petrin
Estilo bateu, levou
-Alguém se lembra? Antes da estabilidade econômica, via Plano Real, a alta dos preços era o efeito dominó dos reajustes - ou aumentos reais - feitos pela Petrobrás. Incorrigível na forma determinada com que fazia tais remarcações. Aumentavam os preços dos combustíveis e a reação era imediata.
-Mesmo depois do Plano Real, por várias vezes as tarifas públicas puxaram vários reajustes de preços. Não se pode generalizar, mas a largada na maiorias das vezes fora dada pelos preços controlados pelo governo. Não importa se setores da indústria e do comércio estavam torcendo para que isso acontecesse.
-Mas nunca os aumentos de preços oficiais estiveram na dianteira como nos últimos meses. E nesse caso, nada mais inoportuna do que a crítica do presidente FHC aos preços praticados pelas empresas.
-A reação foi imediata: ontem, por exemplo, foi a vez do presidente do Conselho de Administração da Sadia, Luiz Fernando Furlan, rebateu as críticas do presidente aos empresários que, segundo o presidente, estão aumentando os preços. Quem está provocando inflação é o governo, ao aumentar os preços públicos, disse Furlan. Ele também reagiu à afirmação do presidente sobre aumento abusivo de preços:
-O governo poderia nos ensinar como nos defender dos preços abusivos praticados pelo governo, disse Furlan, referindo-se a itens como energia, telecomunicações e combustíveis, definidos ou controlados pelo governo, que subiram muito acima dos preços no varejo este ano.
-O Índice do Custo de Vida (ICV), calculado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese), mostra que a inflação deste ano foi puxada pelos preços públicos. Do índice médio de 7,27% de janeiro a outubro, os preços públicos ou controlados pelo governo respondem por 17,21%, os preços oligopolizados (produtos fabricados por poucas empresas) subiram 15,98% e os concorrenciais (entre eles os alimentos) aumentaram 3,98%.
-Furlan acredita que os preços estão subindo por causa da sazonalidade e das condições climáticas, que atrasaram em um mês a safra brasileira de grãos e provocaram aumento de até 40% no preço do milho. Estes aumentos, na sua opinião, não se mantêm no próximo ano. A partir de fevereiro ou março os preços devem refluir.
-O que o governo não pode, disse o presidente da Sadia (Agência Estado, Denize Bacoccina) é cobrar dos empresários a parte que ele próprio não fez. As empresas se reestruturaram e repassaram ao consumidor os ganhos de produtividade, mas o governo só repassou aumento de preços, afirmou. O governo precisa administrar melhor seu orçamento e não transferir para os empresários o preço da sua incompetência.
Está relançado o estilo bateu, levou.
Confecções
O grupo italiano de roupas e acessórios de luxo Gucci anunciou ontem a compra da empresa francesa Sanofi Beauté, detentora da marca Yves Saint Laurent, pelo valor de US$ 1 bilhão e anunciou reestruturação no marketing da marca.
Y. S. Lourent
A empresa italiana anunciou ainda planos de formar uma rede mundial de
lojas da marca a partir do próximo ano. O casamento entre as marcas Gucci e Yves Saint Laurent foi interessante para ambas as empresas.
Italiana
Empresa italiana é especializada em roupas prontas para usar , enquanto a
francesa, além de forte no setor de alta costura, tem também prestígio no mercado de perfumes, sapatos e bolsas, cuja produção será ampliada.
Estilistas
A Sanofi Beauté também detém a marca de perfumes Artémis. A Yves Saint Lourent foi fundada em 1962 e é líder mundial no setor. Seus fundadores - Y. S. Lourent e Pierre Bergé - são estilistas e receberam US$ 70 milhões cada cessão da marca.
Café explode
O valor à vista em reais do indicador do café Esalq/BM&F teve alta ontem de quase 6%, ficando em R$ 242,97/saca. Em dólar, subiu 5,82% (US$ 125,63). A prazo, a cotação ficou em R$ 244,97/saca (+5,91%). Veja abaixo, preços no Paraná.





