Oswaldo Petrin
Brinquedo cresce no PIB
-As indústrias de brinquedos estão projetando um crescimento de 13% nas vendas deste ano e um aumento de 5% na receita. A expectativa de vender 230 milhões de brinquedos está levando em conta a explosão de vendas no Natal. Mas não se trata de um crescimento apenas quantitativo, segundo o presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Brinquedos, Sinésio Batista da Costa.
-Para marcar a entrada no ano 2000 a indústria fará 1,9 milhão de lançamentos, o que o setor chama de brinquedos sem similar; desses 10 mil foram inventados, sendo considerados modelos inéditos, e 460 modelos são lançamentos exclusivos para o Natal.
-Em termos de conceito, a indústria, este ano, deu ênfase ao desenvolvimento de brinquedos afetivos, no caso da primeira idade, até os três anos. São brinquedos comandados pelas mães. Bonecos e bonecas que acentuam expressões e gestos suaves. A Abrinq entende que as mães - além de responsáveis por 50,5% das compras e opinarem na maior parte delas, quando feitas pelos pais -, também tendem a inclinar para o lado da suavidade e afetividade.
-Outra novidade é com relação às bonecas. São 30 milhões de bonecas que acentuam no visual, salientando novos tecidos no vestido ou shorts. As bonecas lançadas este ano virão com novos estilos.
-Mas as indústrias admitem que em termos de inovação investem mais nos brinquedos masculinos do que femininos. É que as meninas saem mais cedo do mercado, entre 10 e 12 anos já não estão demandando brinquedos, enquanto os meninos permanecem no mercado até os 13 a 14 anos de idade.
-A indústria de brinquedos é um dos setores que apresentam um mercado de trabalho estável. Há 40 meses o setor só contrata, ou seja não dispensa trabalhadores, a não ser as rescisões normais de contrato. Substitui o trabalhador mas o posto de trabalho é mantido, mesmo assim, apresenta baixa rotatividade.
-Este ano, no pico da produção, entre julho e agosto, a indústria de brinquedos empregou 20,2 mil pessoas contra 11,2 ano passado. São empregos diretos incluindo os terceirizados. Só na confecção de vestidos de bonecas trabalham cerca de 7 mil costureiras. Segundo a Abrinq, um acordo com o governo federal para não estimular os importados, aumentou em 2 mil o número de postos de trabalho.
-Em entrevista ontem na Central Brasileira de Notícias, o presidente da Abrinq, Sinésio Batista da Costa, disse que a tecnologia avançou nos jogos eletrônicos. Mas negou que esteja havendo lançamento de armas eletrônicas de brincadeira.
Trégua
Pelo menos na fabricação de brinquedos há trégua. Há 10 anos a indústria brasileira não lança brinquedos relacionados com guerras ou com violência, avisa a Associação Brasileira das Indústrias de Brinquedos (Abrinq).
Games
Segundo Sinésio, tudo que há de novo são os games eletrônicos; outras opções de brinquedos, na linha de eletrônicos, que não sejam jogos, são poucas. Os eletrônicos são o carro-chefe na categoria de brinquedos masculinos.
Opinião
Mesmo discordando da tese de que armas de brinquedos estimulam a violência, Sinésio disse que a Abrinq não pretende voltar a lançar essa linha de brinquedos que não são simpáticos à sociedade, em campanha contra as armas de verdade.
Contrabando
Entretanto, as armas de brinquedo estão presentes no mercado brasileiro, em grande quantidade e ao alcance do bolso de muitos pais. É que a quantidade contrabandeada é muito grande. E os modelos sedutores.
Acessível
Sobre a receita: a desproporção entre aumento das produção (13%) e o faturamento (5%) se deve a uma política de preços baixos. As indústrias estimam que 73% dos brinquedos nacionais vão custar menos de R$ 30,00. O setor está mais competitivo.





