-Todo esforço é válido para que o Paraná conquiste espaço no exigente mercado francês de café (ver matéria nesta página). Até financiar máquinas para que produtores possam melhorar a qualidade. O assessor da Tardivat, entendeu como uma promessa do secretário do Planejamento Rafael Greca, que espera seja cumprida, segundo afirmou a este jornal. Nos contatos do empresário Yves Benak, da Tardivat, com técnicos e representantes do governo, houve a maior demonstração de boa-vontade, para consecução de uma parceria que realmente resulte em bons negócios bilaterais. Houve uma comunicação clara de ambos os lados para interlocutor nenhum botar defeito.
-O esforço inicial da Associação Paranaense de Cafeicultores (Apac) é no sentido de fechar negócios com a França e em seguida garantir o fluxo de entrega para pequenos compradores da União Européia, superando um pontos de estrangulamento nas importações por parte desses importadores. Esses pontos de estrangulamento estão nos portos, para embarque e desembarque.
-Na elaboração do padrão que vai levar o selo de qualidade, participam instituições como Iapar e Claspar, devidamente credenciadas. Os importadores vão participar do processo o que é ‘‘comercial e politicamente correto’’, na opinião de um técnico que acompanhava a discussão ontem no Iapar.
-A Tardivat é um conglomerado forte: opera nos setores financeiro, petrolífero e alimentação. Nos primeiros quatro meses deste ano, movimentou 80 mil t ou US$ 120 milhões. Ano passado o item café movimentou 168 mil toneladas. Os consumidores frances são exigentes em qualidade, mas nada que o Paraná não possa cumprir. O café que suave que eles preferem se traduz num tipo 4, peneira 17/18.
-Ainda sobre café: a Associação dos Países Produtores de Café decidiu ontem manter sua cota de exportações para o período de um ano a partir de julho em 52,75 milhões de sacas. A decisão deve manter os preços nos níveis altos registrados nas últimas semanas. A reação do mercado foi a subida dos preços na Bolsa de Café.
-O valor da libra de café teve uma alta de 6,25 centavos de dólar, atingindo US$ 2,465. Na semana passada, o preço do café arábica, exportado pelo Brasil, chegou a US$ 2,775, o maior em 20 anos. Em comunicado, os 14 países da associação disseram que a manutenção das quotas tem o objetivo de ‘‘assegurar que os preços se mantenham em um nível remunerativo para os produtores’’.
-Segundo o presidente da associação, o embaixador brasileiro em Londres,
Rubens Barbosa, a distribuição das alocações da quota entre os países
membros será definida nas próximas semanas. ‘‘Por causa da situação do mercado e porque as safras ainda não estão bem avaliadas, devemos esperar para fazer essa alocação.’’ A expectativa é que o Brasil, maior produtor mundial, exporte 15 milhões de sacas de 60 kg, mesma quantidade destinada ao país atualmente.Cana

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