Oswaldo Petrin
Novo peru na praça
-A semana marca a largada comercial para a Batávia que entra no disputadíssimo mercado de aves especiais, depois de investir R$ 23 milhões (confirmando notícia divulgada semanas atrás por este jornal) para entrar no mercado de abate e comercialização de perus e se tornar a primeira concorrente nesse segmento da também tradicional marca de produção de alimentos Sadia.
-Segundo Achilles Reinhardt, diretor geral da Batávia, o investimento faz parte de reestruturação na empresa e do aumento da capacidade de abates
planejados para o setor de carnes. O frigorífico para o abate e a industrialização de perus e produtos derivados fica em Carambeí, no Paraná, e está em funcionamento desde segunda quinzena de agosto passado.
-O lançamento de produtos inclui peru inteiro congelado e temperado,
mortadela de peru, salsichas, presunto, charmant (embutido de peito de peru cozido), patê, peito defumado e presunto defumado. Segundo a empresa, ainda não é possível falar em volume de vendas porque os produtos começaram a chegar aos supermercados e pontos-de-venda no final de outubro e começo de novembro.
-De acordo com Flávio Kaiber, diretor de carnes da empresa, em entrevista à Agência Folha, na sexta-feira, o objetivo da empresa é atingir uma fatia calculada entre 15% e 20% do mercado de carnes de peru até o final do próximo ano.
-O consumo anual de perus gira entre 90 mil e 100 mil toneladas (incluindo a ave inteira e derivados). A Sadia detém 95% do segmento de perus -5%
está nas mão de pequenos abatedouros.
-A capacidade atual de abate da Batávia é de duas mil aves por hora e a
industrialização está em torno de oito mil aves por dia. Achilles Reinhardt diz que a empresa está ingressando no mercado de perus devido ao seu forte potencial de crescimento para os próximos anos. O consumo tende a crescer com a incorporação de hábitos alimentares mais saudáveis e o aumento da idade média da população, que passa a exigir produtos com menos calorias, colesterol e gordura, como é o caso da carne de peru, afirma.
-A Batávia pretende acompanhar os preços do mercado. No momento, o preço do quilo do peru está em torno de R$ 4,00.
-A Batávia foi criada em 1998 a partir da associação das cooperativas
Central de Laticínios do Paraná (CCLPL), Agromilk (de Santa Catarina) e
Parmalat Brasil. O controle acionário da empresa pertence à Parmalat, que detém 51% das ações, seguida da CCLPL (com 45,5%) e Agromilk (35%). O faturamento previsto para este ano é de R$ 435 milhões, 8% superior ao do ano passado. Segundo a empresa, o crescimento ocorreu devido ao lançamento de produtos e à necessidade de ampliação na estrutura de distribuição -antes mais concentrada na região Sul do país. (Agência Folha).
Semana de altas
Semana começa prometendo novas altas para: carnes bovina e suína, milho e café. Com relação ao boi pode haver decepção, com o preço estabilizando nos níveis de sexta-feira: R$ 45,00/arroba em São Paulo e R$ 42/43,00 no Paraná.
Café
Com relação ao café, o mercado começa a acreditar mais na seca no Brasil. Sexta feira o café voltou a ter forte alta, subindo 5,11% em Nova York e 5,24% no mercado interno. Hoje é dia de realização de lucro. Pode cair, portanto.
No limite
Quem segura o boi para desovar aos R$ 45 por arroba pode ficar frustrado. A sensação do mercado é que a corda já foi esticada ao máximo e que, a
partir de agora, os preços vão recuar. (Vaivém das Commodities, sexta-feira).
Espaço
Mas, no Paraná, ainda há espaço para aumentos do boi, já que o mercado é se norteia pelos preços paulistas. No atacado paulista, o quilo avulso do traseiro chegou a R$ 3,40, embora tivesse recuado para R$ 3,25 no final da semana.
Milho
Quanto ao milho, mantém sua trajetória, regida pela lei da oferta e procura. Não entraram as 150 mil toneladas de milho do Centro-Oeste, apesar da promessa da Conab. Isto não deve acontecer esta semana, para o azar dos granjeiros.





