Oswaldo Petrin
Pig Light quer sócios
-A Pig Light Suinocultura S/A, empresa que opera no mercado suinícola com matrizes de alto desempenho genético e cujo capital é formado por pequenos e médios investidores privados, está lançando ações em busca de novos parceiros para o empreendimento.
-Com este objetivo, realiza hoje, às 20 horas, no Terraço Itália (av. Ipiranga, 344, 40, em São Paulo, um Encontro Técnico-Econômico sobre as perspectivas da suinocultura brasileira, além de divulgar as projeções de resultados neste início de sua operação comercial.
-A programação do evento terá três apresentações especiais 1) Cluster - Concentração Geográfica da Alta Tecnologia Suinícola no Brasil Central, por Carlos Novita, diretor comercial da Agroceres; 2) As perspectivas do Negócio de Suíno no Brasil, a cargo de Luiz Antônio N. Sallada, diretor administrativo-financeiro e de relações corporativas da Agroceres; 3)Pig Light - rentabilidade e resultado, por Jorge Eduardo de Souza, presidente da Pig Light.
-Especialistas em genética, nutrição e manejo econômico de suínos estarão participando do evento que deve reunir 300 convidados, entre empresários, executivos e profissionais liberais.
-A Pig Light mantém acordo operacional e tecnológico com a Agroceres PIC, que fornece o material genético e o programa de nutrição animal, e está na vanguarda tecnológica de desenvolvimento em melhoramento genético no mais alto padrão da suinocultura internacional.
-A empresa foi fundada em 1997 por um grupo de pequenos investidores privados que buscavam uma alternativa que lhes assegurasse uma renda adicional na aposentadoria, e investiram suas economias no potencial de crescimento da suinocultura no País. É presidida pelo administrador de empresas, Jorge Eduardo de Souza, que foi executivo da Agroceres PIC por mais de 20 anos.
-Hoje, a Pig Light possui R$ 5 milhões de capital social e conta com 270 acionistas. Entrou em operação em novembro de 98, em Santa Vitória, Triângulo Mineiro. Tem uma granja de 100 ha, onde o primeiro módulo, alojando 525 matrizes, já está gerando 12.740 cavados/ano, ou 1.443 tonelada de carne/ano. A venda de suínos é feita para grandes frigoríficos de Minas, entre eles o Modelo, que detém a marca Salermo.
-A previsão de faturamento para o próximo ano é de R$ 2 milhões, considerando o preço médio anual de R$ 1,40 kg/suíno. A infra-estrutura da granja possibilita a expansão do negócio para dez módulos para alojar até 5.000 matrizes. Informações: 11 3771-2958 11 240-4940 e-mail:[email protected].
Carne barata
No Brasil, 80% do consumo de suíno se dá de forma industrializada, agregando valores para a indústria. Mas há um mercado potencial para o consumo da carne. Afinal, a R$ 1,50/kg comparado à apresuntada (R$ 8,00); defumada (R$ 6,00). Diferença se acentua no presunto.
Competitivo
O suíno brasileiro tem custo médio de US$ 0,42/kg e um preço de venda de US$ 0,70/kg (em dólar); o americano, custa US$ 0,70 e vende a US$ 1,20; o europeu custa US$ 1,20 e vende a US$ 1,50; Japão vende por US$ 2,50. Somos competitivos.
Eficiência
Há espaço para reduzir custos. Há granjas produzindo 6 a 8 animais por matriz/ano; outras, 25 por matriz/ano. O mesmo ocorre na conversão da carne: 4 kg de ração para 1 kg de carne. A Pig Light obtém quase o dobro de carne, sem gordura.
Mercado
São dois mercados, o interno, pela falta de oferta de carne frescal. (A carne de boi a R$ 45/arroba, chega ao varejo por R$ 4,00/kg; o porco a R$ 1,50). Difereça é grande. E o externo, cujas barreiras sanitárias serão derrubadas pela demanda.
Bola da vez
Vamos abater a carcaça e colocar carne frescal no mercado. Carne de qualidade, afirma Jorge Eduardo de Souza. O frango chegou no limite e o suíno é a bola da vez. Há um apelo social no projeto: carne barata.





