Oswaldo Petrin
Dólar influi IGP
-Enquanto a alta no custo de produção, motivada pela escassez do milho, ameaça prejudicar o mercado de aves especiais neste Natal - conforme informações a direção da Sadia, nesta página -, o dólar, por sua vez, exerce influência oposta sobre os preços do atacado.
É que a redução da cotação do dólar nos últimos dias serviu para restringir a alta dos preços no atacado e evitar um repasse de preços no futuro, segundo economistas e analistas especializados no acompanhamento da inflação.
-A queda terá pouca influência no custo de vida para os consumidores. Mas poderá reduzir índices que vinham aumentando por causa da moeda norte-americana, como o Índice Geral de Preços (IGP) da Fundação Getúlio Vargas (FGV-RJ), que mede o custo de vida tanto no varejo quanto no atacado.
-O governo se preveniu contra um custo maior na desvalorização, caso a cotação continuasse em R$ 2 ou aumentasse, explicou a economista Rita Rodrigues, da consultoria Tendências, em entrevista, ontem, à Agência Estado.
-O economista José Julio Senna, da consultoria MCM, lembrou que as empresas já vinham reduzindo sua margem de lucro para compensar a elevação nos custos por causa da alta da moeda norte-americana. O próximo passo, mesmo com a recessão, poderia ser o fornecimento de uma quantidade de artigos em número menor do que a procura que fatalmente levaria a reajustes de preços.
-Com esta política, avaliou Senna, o governo tenta evitar um dilema causado pela desvalorização do real. No início do próximo ano, informou o economista, a opção a escolher seria o combate à inflação, com a alta dos juros para evitar aumentos no varejo e piora do desemprego, ou afrouxamento no controle do custo de vida, para permitir maior desenvolvimento econômico e reduzir os índices de trabalhadores desocupados.
-O Banco Central ainda não esgotou o arsenal de medidas para baixar a cotação do dólar, embora tenha aumentado seu poder de atuação no mercado de câmbio. Entre os instrumentos possíveis, estão a nova recompra de títulos da dívida externa brasileira ou o lançamento de novos títulos para financiar a dívida, com prazo de rolagem em 2009.
-No ano que vem, o fluxo de entrada e saída de dólares do País e a melhora da balança comercial são outros fatores que podem provocar novas quedas no valor da moeda norte-americana. No ano 2000, as amortizações da dívida externa vão ser US$ 20 bilhões menores do que neste ano. Além disso, a balança comercial pode atingir um superávit de US$ 1,5 bilhão resultado US$ 3 bilhões melhor do que o esperado para este ano.
New Holland
O superintendente da New Holland na América do Sul, Valentino Rizzioli, e o diretor Comercial no Brasil, Francesco Pallaro, participam hoje, em Londrina, da instalação do open house da New Agro Máquinas Agrícolas, que vai até sábado.
New Holland 2
Rizzioli e Pallaro estarão acompanhados do gerente do Paraná, Isomar Martinichen, e do diretor de marketing, Fraçois Jourdan. A New Agro Máquinas Agrícolas é representante da marca em Londrina, Maringá e Campo Mourão.
Soja/Argentina
A área de soja transgênica já representa 75% da área total de soja na Argentina nesta safra. No caso do milho, a área plantada com sementes modificadas deverá ocupar entre 5% e 7% do total. Ano que vem será de 15%.
Soja/Argentina 2
Os produtores argentinos devem estar adorando a campanha do governo do Rio Grande do Sul contra a soja geneticamente modificada. Eles acham que reduzindo custos terão chance de aumentar sua competitividade e ganhar mais mercado.
A disputa
Juan Kiekebusch, diretor de biotecnologia da Associação Argentina dos Produtores de Sementes, acha que serão três as potencias mundiais em produção de soja em 2005: EUA, Brasil e Argentina. A China tem mercado próprio, interno.





