Oswaldo Petrin
A crise da Embrapa
-A imprensa tem colocado as dificuldades da Embrapa como a pior coisa do mundo, quando na realidade as instituições estaduais, cumprindo trabalho igualmente importante, enfrentam problemas mais sério há mais tempo.
-De fato, a Embrapa está atravessando a maior crise financeira da sua história, que já resultou na paralisação de 20% dos projetos em andamento nos seus 36 centros e ameaça comprometer todo o patrimônio científico conquistado nos 26 anos de existência da empresa. Num País agrícola, a principal órgão de pesquisa não poderia entrar em crise, mas entrou. É uma pena, realmente, com tanta gente competente e muito conhecimento a oferecer. Mas, a julgar pela realidade do país, a Embrapa vai ter que se adequar, como fizeram instituições estaduais. Estas sem o mesmo poder de fogo político e sem o mesmo espaço generoso na mídia.
-Depois de informações veiculadas na imprensa no último final de semana, o presidente da Embrapa, Alberto Duque Portugal, reconheceu, em entrevista à Agência Estado (Edson Luiz e Eugênio Melloni), que as dificuldades orçamentárias resultam dos cortes realizados pelo governo federal este ano.
-A situação de dificuldade da Embrapa, que já vinha de cortes em verbas federais no ano passado e da redução de financiamentos a projetos pelo Bird e Bid, atingiu contornos dramáticos com o contingenciamento de 20% do orçamento da instituição para este ano, de R$ 510 milhões, determinado pelo Ministério da Fazenda. Até a metade do ano, a Embrapa tinha recebido apenas 17% da verba de custeio a que teria direito, de acordo com dados oficiais.
-O quadro apresentou relativa melhora somente na primeira quinzena de outubro, quando 41% do dinheiro retido foi liberado, após a posse do ministro da Agricultura, Pratini de Morais. O ministro negociou com a equipe econômica e já conseguimos R$ 15 milhões dos R$ 25 milhões contingenciados, disse Portugal.
-Portugal atenua o problema. De acordo com ele, as liberações de recursos vinham ocorrendo até então de forma inconstante, ocasionando uma queda gradativa na qualidade dos serviços prestados pela Embrapa. Era uma corrosão silenciosa, reconhece Portugal.
-Mas, nos cálculos do presidente do Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Instituições de Pesquisa Agropecuária e Florestal (Sinpaf), Lenildo Dias Morais, o problema da escassez de recursos ainda está longe de ser resolvido. Segundo levantamentos do Sinpaf, o orçamento de custeio da Embrapa (recursos para a realização de pesquisas e manutenção e despesas de instalações), que era originalmente de R$ 113 milhões, caiu para R$ 63 milhões depois de um veto presidencial e do contingenciamento.
-A falta de recursos está minando até mesmo as atividades mais cotidianas dos centros de pesquisa, como o Centro de Pesquisa de Gado de Corte (MS) que chegou a ficar sem verbas até para pagar água, luz e telefone.
Destilados
As projeções da Associação Brasileira das Indústrias de Bebidas (Abrabe) sobre o consumo na virada do ano, não confirmam as previsões feitas isoladamente pelas indústrias ou supermercados sobre aumento no consumo.
Espumantes
Há estimativa de aumento do volume importado de champanhe (15%) e
outros espumantes (25 a 30%). No caso de vinhos e whisky, na melhor
das hipóteses, o consumo será o mesmo do ano anterior. Dados oficiais da Abrabe.
Consumo no ano
O brasileiro toma este ano (em litros): 1) cerveja, aproximadamente 8 bilhões, 2) aguardente, 1,3 bilhão, 3) vinhos (importado e nacional) 270 milhões, 4) conhaque gengibre e alcatrão, 45 milhões, 5) whisky (imp. e nac.) 40 milhões.
Usda/Internet
O Departamento americano de Agricultura (Usda) lançou uma página na Internet para informar sobre a mudanças na biotecnologia aplicada à produção animal e vegetal. A France Press deu a notícia mas não informou o site do Usda. Pode?
Usda/OGM
A página oferece respostas para as questões mais frequentes da regulamentação, comércio e aportes de produtos geneticamente modificados (OGM). Esta coluna vai informar o endereço eletrônico do Usda. Aguarde.





