Oswaldo Petrin
Crédito para pequenos
-Amanhã o Banco do Brasil inicia o atendimento aos micro e pequenos empresários interessados em crédito e treinamento, dentro do programa Brasil Empreendedor. O programa, lançado no início de outubro, conta com a adesão dos bancos oficiais e tem como objetivo a geração de emprego e renda. O gerente da Divisão de Negócios com o Governo do Banco do Brasil, Alexander Moreira Gonçalves, informa ontem (AE) que todas as agências da instituição já estão preparadas para dar o atendimento aos empresários. O banco atenderá inclusive os empreendedores que não são clientes da instituição. Nosso objetivo é trazê-los para o Banco, comenta o gerente.
-Até o fim do ano haverá 50 Salas do Empreendedor, espalhadas em 43 municípios, onde o empresário receberá as informações sobre as linhas de crédito disponíveis, as exigências para a liberação do crédito e os programas de treinamento existentes. A principal fonte de recursos no Banco do Brasil para o programa é a linha Micro e Pequena Empresa (Mipem), com limite de empréstimo de R$ 50 mil e encargo equivalente à Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) mais 5,33% ao ano. O financiamento, no entanto, é casado com o treinamento do empresário nos programas do Serviço Brasileiro de Apoio à Pequena e à Média Empresa (Sebrae). Em nossa experiência descobrimos que não basta dar o dinheiro, é necessário treinar o empreendedor, justificou Gonçalves. Nas agências onde não houver a Sala do Empreendedor, o Sebrae também ajudará no atendimento dos empresários.
- Surpresa Abaixo o leitor vai ver nova reação no mercado cafeeiro na Bolsa de NY e no mercado interno.
-Os números sobre as safras brasileira e mundial de café ainda não trazem grandes preocupações para alguns traders. Atrás de suas mesas, fazem as
seguintes contas: mesmo com seca forte, a safra brasileira será de, no
mínimo, 32,5 milhões de sacas e a mundial deve atingir, no mínimo, 104
milhões.
-Para esses traders, esse seria mais um ano de sobra mundial de café, o que 5significa que não haverá déficit mundial do produto. Para eles, os preços de setembro do próximo ano podem surpreender. A conferir.
-As exportações mundiais de café subiram 6,5% neste ano, segundo dados
preliminares da Organização Internacional do Café. Os embarques mundiais alcançaram o recorde de 83,4 milhões de sacas no período 98/99, contra
78,3 milhões em 97/98. O recorde anterior ocorreu em 96/97, 82,0 milhões de sacas. (Vaivém das commdoties).
-O Brasil exportou 22,8 milhões de sacas em 98-99, com aumento de 40% em
relação aos 16,3 milhões de sacas de 97-98. Já a Colômbia teve suas
exportações reduzidas para 10,3 milhões de sacas, contra 10,9 milhões na safra anterior. O Vietnã - é verdade! - foi o terceiro maior exportador, com 6,6 milhões de sacas.
Café
O mercado de café voltou a viver dia de agitação ontem em Nova York.
Mais uma vez, os efeitos climáticos foram os responsáveis. No Brasil, os efeitos da seca. Na América Central, a alta ficou por conta de enchentes.
Café 2
Poucas ofertas no Paraná. Preço médio indicado pelo Sindicato dos Corretores foi de R$ 190,00 para cafés finos, bebendo duro, tipo 6. Dizem que em Maringá, Cornélio Procópio e Apucarana houve oferta de R$ 200,00. Foram poucas.
Bolsa NY
O contrato de dezembro foi negociado a 110,35 centavos de dólar por libra-peso (+10,13% em relação a sexta-feira). O café, que tinha iniciado outubro a 81,35 centavos de dólar, chegou a ser negociado a 119,35 centavos de dólar.
Soja/queda livre
Se o café sobe por falta de chuva, a soja cai porque as chuvas foram suficientes para dar novas perspectivas de safra no Brasil e na Argentina. Ontem, o primeiro contrato recuou 1,22%, acumulando queda de 3,4% em 30 dias.
Milho/alta
O preço do milho teve alta ontem no mercado de lotes, no preço ao produtor e em dólares na média do Indicador de Preços BM&F/Esalq. Preço deve subir mais, principalmente no Paraná. Milho do Centro-Oeste não chega e crise aumenta.





