Oswaldo Petrin
Crédito para máquinas
-Semana começa com uma notícia positiva e uma negativa. Primeiro a notícia boa:
-É para quem se aventura a entrar em crédito bancário, no caso não é um crédito qualquer. Seguinte: a rede bancária começa a receber instruções para continuar contratando empréstimos a longo prazo. O prazo de financiamento em investimentos pela Finame, com recursos do Bndes (taxa anual de 11,95%, cinco anos para amortizar com um ano de carência) que terminaria em novembro, foi prorrogado até dezembro do ano que vem, conforme comunicando do Ministério da Agricultura às federações de agricultura e CNA na última sexta-feira.
-A prorrogação, que vinha sendo pleiteada pelos federações de agricultura, foi aprovada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) na quinta-feira e trata da linha de financiamento para máquinas agrícolas e equipamentos.
-Outra decisão do CMN foi a criação de linha de crédito - nas mesmas condições - para sistema de irrigação. Projeto tem que ser aprovado por uma instituição oficial ou particular credenciada.
-Para as cooperativas, notícia auspiciosa: Foi aprovada a resolução 137 que trata do Recoop, o Programa de Revitalização das Cooperativas de Produção Agropecuária. Portanto, foram aprovadas as contratações de novos créditos dentro de condições diferenciadas.
-O CMN também aprovou aumento de recursos e nova sistemática para aquisição, pela Conab, de estoques de passagem de arroz (no Rio Grande do Sul, Mato Grosso e Goiás), milho e feijão (no Paraná e demais Estados). Mas essas operações estão restritas ao Pronaf, Programa de Agricultura Familiar.
- Ruim A notícia que vai demandar mais alguns dias de expectativas tensas para quem deve ao Banco do Brasil é que o CMN não deu parecer sobre as condições de renegociação das dívidas agrícolas aprovadas dias atrás pelo Congresso Nacional.
-Mas nada de empecilho mais grave. É que o CMN prefere aguardar a sanção presidencial. Como a proposta veio do executivo - após longa negociação entre parlamentares ruralistas e o presidente FHC - certamente não haverá dúvida quanto à sanção (ao projeto de conversão da MP 1918, que trata da renegociação da dívida).
-Na esteira do adiamento da apreciação da MP 1918 foi adiada também a apreciação da proposta que trata da transformação das dívidas de custeio contratadas pelo Funcafé.
A semana
A semana, com o feriado de amanhã, começa truncada para o mercado daquelas commodities agrícolas com mais densidade de comercialização. Mesmo assim, pelo menos dois itens, café e boi, devem se sustentar em alta. Soja não altera.
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Bolsa
O café recua no mercado externo por conta da natural realização de lucros dos fundos de commodities da Bolsa de Nova York depois da alta na sexta-feira. Internamente, com poucos negócios, preços serão sustentados pela pouca oferta.
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Boi/alta
Quanto ao boi gordo, os frigoríficos com escala apertada não podem empurrar suas compras para o fim de semana, sob pena de não encontrarem ofertas. Tudo vai depender das ofertas em São Paulo, onde a ponta vendedora retém a mercadoria.
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Corrigindo
O Paraná deve plantar mais soja do que o previsto. Esperava-se queda de 2% em relação ao plantio feito em 98. Os dados mais recentes do Deral, no entanto, apontam para área de 2,8 milhões de ha, 1% mais do que no ano passado.
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Milho: em falta
O milho continuará sendo mercadoria escassa no próximo ano. E não será apenas pela seca. O plantio do milho em 99 deve superar em 3% o de 98, abaixo das
estimativas iniciais de 6%. A área não deve ultrapassar os 1,6 milhão de ha.





